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segunda-feira, 13 de setembro de 2021

A Divina Revelação Do Inferno - Mary Baxter

 

Resenha do Livro: A Divina Revelação Do Inferno - Mary Baxter

Terminei a leitura do livro, e o que posso dizer é (...) que fiquei preocupado com alguns trechos que li no livro. Como é um livro de Revelação, a bíblia nos permite examinar “Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o que é bom” (1Ts 5:20-21). Pois bem, o livro já começa com essa declaração: 

“Além disso, por um período de 30 dias Jesus levou-me ao inferno. O Senhor apareceu a mim em 1976 e disse-me que eu havia sido escolhida para uma missão especial. Ele disse: “Minha filha, me manifestarei a você para que tire as pessoas da escuridão para a luz. O Senhor Deus a escolheu com o objetivo de escrever e registrar as coisas que lhe mostrarei e falarei. Vou revelar-lhe a realidade do inferno, para que muitos possam ser salvos, muitos se arrependam dos seus maus caminhos, antes que seja tarde. Sua alma será tirada do seu corpo por mim, o Senhor Jesus Cristo, e transportada ao inferno e a outros lugares que eu quero que você veja. Mostrarei também a você algumas visões do céu e outros lugares, e lhe darei muitas revelações.” 

Até aí você poderá achar que está tudo bem, eu mesmo, posso dizer que acredito que ela teve essa revelação do inferno. A Bíblia nos fala claramente sobre o inferno. Diz que o inferno não foi feito para os seres humanos, mas para o diabo e os demônios. Depois que o homem desobedeceu a Deus e passou a seguir o diabo, suas próprias ações o levam ao inferno, a menos que se arrependa e aceite a salvação oferecida por Jesus. Jesus descreve o inferno como “fogo inextinguível, onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apagam” (Marcos 9:45,46). Sabendo disso, nossa vontade é convencer a todos de que o inferno existe, para que eles não passem a eternidade lá, e isso ela fez muito bem. 

Mas existem coisas escritas no livro que foge totalmente da Bíblia Sagrada. Abro um parêntese aqui para dizer que também creio que muitas almas foram salvas ao ler este livro, talvez, por ter “medo” de ir ao inferno, e isso também me preocupa, porque ser salvo por medo de ir ao inferno é complicado, desenvolve uma fé emocional e o apego artificial a Deus. Só que, quem é eu para julgar. Meu desejo é que Deus venha salvar a todos por meios diversos e que todos venham se arrepender dos seus pecados, abandonando-os. 

Sem delongas, vou direto ao ponto, uma das coisas que não concordei da leitura está no capítulo 8, em que ela escreve: 

“Já que as barras de ferro eram bem separadas, Jesus e eu tínhamos uma visão QUASE ilimitada de toda a cela.” 

Espera aí, nós aprendemos que Jesus Cristo é Onipotente, Onisciente e Onipresente, e por que a visão dEle estava QUASE ilimitado? Tudo bem, até pode ser erro de tradução, mas é absurdo falar que Jesus Cristo tem limitações. 

Outra parte entre muitas que não concordei, está no capítulo 10, que diz: 

“Na época do Antigo Testamento, antes que Eu tivesse dado a Minha própria vida na cruz, o paraíso era situado próximo ao inferno. Essas celas eram antigamente no paraíso, agora Satanás as usa para os seus propósitos malignos e ainda fez mais outras.” 

No ponto de vista que diz que o paraíso era próximo ao inferno tudo bem, porque diz a parábola do Rico e do Lázaro que um abismo separava um do outro. Mas dizer que Satanás tomou conta do seio de Abraão que era o paraíso da época e fez mais cadeias lá dentro, é meio de se duvidar. 

Fora estes dois pontos que mencionei, existem outros que deixaram a desejar, onde você descobrirá lendo. 

Quando você iniciar a leitura, verá que o livro em si segue um padrão. Os capítulos iniciam relatando como é o inferno em que ela está. Onde ela descreve que o inferno é semelhante a um corpo humano de busto. Entre uma folha e outra do livro você encontrará umas 19 pessoas contando como foi parar no inferno. No final dos capítulos, ela faz APELO ao leitor, condizente com a situação da pessoa que discursou, e está é a MELHOR parte do livro, o APELO, vou repassar para vocês alguns apelos que separei e você encontrará no livro. 

Apelo que você encontra no capítulo 2. 

“Amigo, se você está vivendo em pecado, se arrependa por favor. Se você já nasceu de novo e deu as costas à Deus, se arrependa e volte para Ele agora! Viva para o bem e assuma a Verdade. Acorde antes que seja tarde demais, e aí você passará toda a eternidade com o Senhor nos céus. ” 

Apelo que você encontra no capítulo 5. 

“Creia no Senhor Jesus Cristo e clame a Ele para salvá-lo do pecado. Leia os capítulos 3 e 14 do Evangelho de João e, por favor, leia este livro de capa a capa, para que você possa entender mais sobre o inferno e o mundo vindouro. Ao ler, ore para que Jesus entre no seu coração e lave os seus pecados, antes que seja tarde demais.” 

Apelo que você encontra no capítulo 6. 

“Você está pronto para a volta de Jesus, meu amigo? Ou você será como aqueles que dizem: "Hoje não, Senhor!" Você clamará o nome dEle para ser salvo? Você dará o seu coração para Ele hoje? Lembre-se, Jesus pode salvá-lo de todo o mal se você clamar hoje por Ele e se arrepender. Ore por sua família e por seus amados, para que eles venham a Cristo antes que seja tarde demais.” 

Apelo que você encontra no capítulo 8. 

“Eu devo dizer a vocês que se arrependam, porque o inferno é um lugar horrível, um lugar assustador, cheio de uma tristeza terrível e de eternos choros de arrependimento. Por favor, eu lhe peço que acredite no que estou dizendo, porque é a pura verdade. Foi tão difícil para mim a preparação deste relato que fiquei até doente.” 

Apelo que você encontra no capítulo 13. 

“Leitor, se você estiver comprometido com alguns dos pecados que eu citei aqui, por favor, pare de pecar e clame para Jesus salvá-lo. Você não tem que ir para o inferno. Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto (Isaías 55:6), pois Ele o ouvirá e o salvará. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. (Atos 2:21). ” 

Outro fato interessante é a oração que ela faz no capítulo 15 que diz: 

“Querido Senhor Jesus, a minha oração é que eu seja considerado digno de estar neste exército. Eu quero estar neste exército, mas sei que tenho que ser puro e santo como Jesus é puro e santo. Pelo sangue que Jesus derramou, me limpe de toda a injustiça. Ajude-me a Ter um coração arrependido, livre de todo o ódio e de toda a amargura. Pai, sei que a grande maioria do Seu povo está dormindo. Temo que o Senhor terá que quebrar os nossos vasos de barro e nos humilhar, para que haja frutos de justiça. Senhor, não quero ir para o inferno e ter que ficar lá. Ó, Senhor, ajude-me a prevenir as pessoas e dê-me o poder de parar o crescimento do inferno. Ajude-me e a Seu povo a sermos bons, piedosos, perdoadores e amorosos uns com os outros. Ajude-nos a dizer sempre a verdade. Sei que Jesus Cristo está voltando em breve e com Ele os seus galardões. Eu sei que a minha mensagem para o mundo é: “Arrependa-se, porque o dia do Senhor está próximo”. Pai, eu não quero o sangue desse povo nas minhas mãos. ” 

E para não prolongar nas palavras, concluo que o livro é bom para se ler. Mas infelizmente é triste ver muitas igrejas cristãs cheias de espíritos de adivinhações, se fazendo passar pelo Espírito Santo. Fui a várias denominações, conheço muito bem o que estou falando e garanto que se não fossem prejudiciais à salvação de uma alma eu nem comentaria aqui. Agora no caso deste livro devemos examinar as revelações e reter o que é bom.

Para terminar, olha o que diz Ezequiel 33:9-“Mas,no que se refere a ti,se realmente avisares o iníquo do seu caminho,para que recue dele,mas ele realmente não recuar do seu caminho,ele mesmo morrerá no seu próprio erro,ao passo que tu mesmo certamente livrarás a tua própria alma”. Esta Culpa de sangue mencionada em Ezequiel 33:9, significa que ao adquirirmos o conhecimento exato da verdade, que adquirimos graças a benignidade imerecida, por intermédio do Espírito santo de Deus, e deixarmos de avisar as pessoas a respeito destas boas novas e do fim iminente, se estas pessoas vierem a morrer por julgamento divino, por falta de nossos avisos,o sangue delas será cobrado de nossas mãos, conforme declarou o Apóstolo Paulo em Atos 20:26,27 “Por isso, eu vos chamo como testemunhas, no dia de hoje, de que estou limpo do sangue de todos os homens, pois não me refreei de falar a todos vós todo o conselho de Deus.” Então neste caso a Mary foi bem categorica ao fazer o apelo da salvação.

E que a Paz do Senhor Jesus Cristo esteja com você. 

Hubner Braz (@PecadorConfesso)

Caso queira escutar em vez de ler, aqui está o livro falado:



Download do Livro E-Book em PDF:  A Divina Revelação Do Inferno - Mary Baxter

Fonte:https://www.pecadorconfesso.com/2013/04/resenha-do-livro-divina-revelacao-do.html?m=1

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Xogum

 

Xogum

Resenha: Xogum | James Clavell

EDITORA ARQUEIRO, JAMES CLAVELL, RESENHA



Título: Xogum - A Gloriosa Saga do Japão

Autor: James Clavell

Páginas: 1039 

Editora: Arqueiro

Sinopse: O livro conta a história de John Blackthorne, que, através de um portulano (guia de navegação) roubado de um navegador português, resolve desafiar e percorrer o novo caminho descoberto para as Índias, mas, devido ao naufrágio de sua nau capitânia – Erasmus – acaba parando na aldeia de Anjiro, província de Izu, e lá, é capturado por Kasigi Yabu e Blackthorne precisa aprender rapidamente a língua e os costumes daquele povo, antes que ele seja morto pela espada.
Resenha



Antes de começar a falar da pequena enciclopédia sobre o modo de vida japonês do século XVII, que fez esse desbravador atual dos costumes antigos a se apaixonar pelo Oriente como um todo, é necessário dizer que, ler um ou dois livros a respeito do Japão feudal, não me fez virar nenhum expert da história medieval japonesa, mas ao ler livros como “Os Japoneses”, “Ponte de Outono”, o próprio “Xogum – a Gloriosa Saga do Japão”, é possível que a história Ocidental, tão disseminada nas escolas, cursinhos pré-vestibulares e até faculdades, acabe tendo sua história igualada, junto com a aura especial que ronda a maioria dos acontecimentos históricos Ocidentais, ou ainda, que essa aura acabe sendo despertada e penda para o lado Oriental do globo.

Sobre a sociedade japonesa – um leve resumo.

A sociedade, de modo estrutural é rígida. Se você nascesse naquela época como Samurai, morreria como um – a não ser que agisse com desonra. Se isso ocorresse, ou cometeria seppuku ou fugia e viveria como um ronin -, do mesmo jeito se nascesse camponês, teria deveres e pagaria imposto ao seu suserano e não havia quase nenhum jeito de mudar seu status social, exceto se o Daimio (senhor da terra), quisesse. Ou seja, nessa estrutura social, em formato de pirâmide, havia o Imperador, que era escolhido por Deus e, portanto, intocado e Senhor do Japão (primeiro nível = topo), os Daimios e seus representantes (segundo nível), que eram espalhados pelas grandes cidades e cuidavam das provincias recolhendo impostos e treinando guerreiros, e os camponeses (terceiro nível – base da pirâmide). As mulheres tinham papel representativo de acordo com o papel do marido na sociedade. Eram submissas ao marido, mas também possuíam responsabilidade referente a economia doméstica, sendo responsáveis pela prosperidade – ou ua (harmonia) – do lar, enquanto os homens cuidavam da política e de planejamento para guerra – se fossem Samurais, ou trabalhavam no campo, se fossem camponeses.


O conceito sexual a respeito dos japoneses daquela época era considerado como uma atividade diária, comum e cotidiana. Afinal, o verdadeiro amor não vinha apenas do “travesseiro” (gíria utilizada por muitas vezes no livro), mas de se entregar de alma para uma pessoa. Tal fato assombra o personagem principal, já que o livro se passa num momento histórico em que a igreja tem um controle sobre a população européia. E o conceito de sexo ser uma coisa comum era, e ainda é, algo abominado por parte da igreja.


A trama de Xogum:


Como já dito lá em cima, o livro passa no Japão feudal (séc XVII), o país, por não conseguir encontrar um equilíbrio entre quem manda e quem obedece, vive com vários conflitos e guerras civis por todo o país. Um general (Nakamura) consegue, através de alianças, derrotar seus algozes e manter a paz como um comandante em armas do Japão. Declara que seu filho será o imperador - já que, devido ao fato dele ter nascido plebeu, não poderia obter tamanho poder no sistema hierárquico japonês, entretanto, Nakamura falece e, o futuro imperador - com 05 anos de idade - não pode exercer o seu título até a sua maioridade - naquele tempo, 17 anos. Visando a morte como possibilidade, Nakamura invoca uma lei que diz que 5 regentes (Daimios) deverão tomar conta do país até que seu filho possa exercer a maioridade. 


Mesmo assim, a morte de Nakamura e de Sugiyama (o mais velho dos Daimios) cria um racha entre os quatro Daimios restantes, criando duas facções distintas. De um lado, temos o Daimio senhor do Kwanto, (o Kwanto seria o território que engloba Tóquio e outras províncias) e das oito províncias que não são descritas no livro, e, do outro lado, temos o Daimio Ishido – detentor de Osaka, a fortaleza impenetrável. Ishido luta pela manutenção do poder por parte do Imperador, mas possui intenções obscuras que eu não vou falar; e, por enquanto, os outros dois Daimios que são inimigos entre eles (Onoshi e Kiyama) não possuem lados.


01fev

Resenha: Xogum | James Clavell

EDITORA ARQUEIRO, JAMES CLAVELL, RESENHA


Título: Xogum - A Gloriosa Saga do Japão

Autor: James Clavell

Páginas: 1039 (é muita página de meu Deus)

Editora: Arqueiro

Classificação:  


Sinopse: O livro conta a história de John Blackthorne, que, através de um portulano (guia de navegação) roubado de um navegador português, resolve desafiar e percorrer o novo caminho descoberto para as Índias, mas, devido ao naufrágio de sua nau capitânia – Erasmus – acaba parando na aldeia de Anjiro, província de Izu, e lá, é capturado por Kasigi Yabu e Blackthorne precisa aprender rapidamente a língua e os costumes daquele povo, antes que ele seja morto pela espada.


                                              Resenha



Antes de começar a falar da pequena enciclopédia sobre o modo de vida japonês do século XVII, que fez esse desbravador atual dos costumes antigos a se apaixonar pelo Oriente como um todo, é necessário dizer que, ler um ou dois livros a respeito do Japão feudal, não me fez virar nenhum expert da história medieval japonesa, mas ao ler livros como “Os Japoneses”, “Ponte de Outono”, o próprio “Xogum – a Gloriosa Saga do Japão”, é possível que a história Ocidental, tão disseminada nas escolas, cursinhos pré-vestibulares e até faculdades, acabe tendo sua história igualada, junto com a aura especial que ronda a maioria dos acontecimentos históricos Ocidentais, ou ainda, que essa aura acabe sendo despertada e penda para o lado Oriental do globo.


Sobre a sociedade japonesa – um leve resumo.



A sociedade, de modo estrutural é rígida. Se você nascesse naquela época como Samurai, morreria como um – a não ser que agisse com desonra. Se isso ocorresse, ou cometeria seppuku ou fugia e viveria como um ronin -, do mesmo jeito se nascesse camponês, teria deveres e pagaria imposto ao seu suserano e não havia quase nenhum jeito de mudar seu status social, exceto se o Daimio (senhor da terra), quisesse. Ou seja, nessa estrutura social, em formato de pirâmide, havia o Imperador, que era escolhido por Deus e, portanto, intocado e Senhor do Japão (primeiro nível = topo), os Daimios e seus representantes (segundo nível), que eram espalhados pelas grandes cidades e cuidavam das provincias recolhendo impostos e treinando guerreiros, e os camponeses (terceiro nível – base da pirâmide). As mulheres tinham papel representativo de acordo com o papel do marido na sociedade. Eram submissas ao marido, mas também possuíam responsabilidade referente a economia doméstica, sendo responsáveis pela prosperidade – ou ua (harmonia) – do lar, enquanto os homens cuidavam da política e de planejamento para guerra – se fossem Samurais, ou trabalhavam no campo, se fossem camponeses.


O conceito sexual a respeito dos japoneses daquela época era considerado como uma atividade diária, comum e cotidiana. Afinal, o verdadeiro amor não vinha apenas do “travesseiro” (gíria utilizada por muitas vezes no livro), mas de se entregar de alma para uma pessoa. Tal fato assombra o personagem principal, já que o livro se passa num momento histórico em que a igreja tem um controle sobre a população européia. E o conceito de sexo ser uma coisa comum era, e ainda é, algo abominado por parte da igreja.


A trama de Xogum:


Como já dito lá em cima, o livro passa no Japão feudal (séc XVII), o país, por não conseguir encontrar um equilíbrio entre quem manda e quem obedece, vive com vários conflitos e guerras civis por todo o país. Um general (Nakamura) consegue, através de alianças, derrotar seus algozes e manter a paz como um comandante em armas do Japão. Declara que seu filho será o imperador - já que, devido ao fato dele ter nascido plebeu, não poderia obter tamanho poder no sistema hierárquico japonês, entretanto, Nakamura falece e, o futuro imperador - com 05 anos de idade - não pode exercer o seu título até a sua maioridade - naquele tempo, 17 anos. Visando a morte como possibilidade, Nakamura invoca uma lei que diz que 5 regentes (Daimios) deverão tomar conta do país até que seu filho possa exercer a maioridade. 


Mesmo assim, a morte de Nakamura e de Sugiyama (o mais velho dos Daimios) cria um racha entre os quatro Daimios restantes, criando duas facções distintas. De um lado, temos o Daimio senhor do Kwanto, (o Kwanto seria o território que engloba Tóquio e outras províncias) e das oito províncias que não são descritas no livro, e, do outro lado, temos o Daimio Ishido – detentor de Osaka, a fortaleza impenetrável. Ishido luta pela manutenção do poder por parte do Imperador, mas possui intenções obscuras que eu não vou falar; e, por enquanto, os outros dois Daimios que são inimigos entre eles (Onoshi e Kiyama) não possuem lados.


A chegada de Blackthorne pode virar a maré da provável guerra que se aproxima, com suas táticas de guerrilha, política e relações comerciais, transformando um naufrágio numa possibilidade de mudança de uma nação inteira. E através desses dois entreveros, a trama da história gira com vários personagens e situações engraçadas e embaraçosas que o personagem principal passa, até se acostumar e se adaptar aquele povo cheio de mistérios. 



Curiosidades sobre Xogum:

Embora os nomes dos personagens sejam fictícios, eles representam, em sua maioria, personagens que já existiram no período Tokugawa (ou Xogunato);O filme "O Grande Samurai" com o Tom Cruise, ocorre logo após o fim do período Tokugawa, com os Samurais em plena decadência;Houve uma série de TV em 1980 que retratava os acontecimentos do livro. A série tinha 10 episódios e foi transmitida pelo canal TCM;


Vale a pena conferir...


Esse período da história japonesa (Era Tokugawa e Era Meiji) é um período cheio de conteúdo literário e cinematográfico. Vale a leitura do clássico "Musashi" de Eiji Yoshikawa (o livro se passa durante o período Tokugawa); e os filmes "live-action" do anime Samurai X: Samurai X (2012), Samurai X - Inferno de Kyoto (2014) e Samurai X - O fim da Lenda (2014) - todos os filmes passam após o período Tokugawa e início do período Meiji, além é claro, do filme "O Último Samurai", que também passa no fim do período informado no livro Xogum.

Em algumas discussões pessoais eu sempre digo que esse é o livro da minha vida. Não apenas por ser o maior volume único que eu tenho, mas por fazer nascer a semente que já existia em mim de aprender mais sobre a cultura (língua e costumes) japonesa. Talvez um dia visite o Japão - e os lugares por onde o livro passa Kyoto, Osaka, Edo (Tóquio), Izu -, já que é a única coisa que falta fazer inspirado em Xogum - A Gloriosa Saga do Japão.

Escrito por: Alvaro Dias

Fonte:http://www.oclubedameianoite.com/2017/02/resenha-xogum-james-clavell.html?m=1

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Deus é vermelho

 

Deus é vermelho

Liao Yiwu
Deus é vermelho: A história secreta de como o cristianismo sobreviveu e floresceu na China comunista


Na China comunista, sob o regime de Mao Tsé-tung, todas as práticas religiosas foram banidas. O comunismo tornou-se a religião nacional e Mao foi entronizado, deificado e adorado. Apenas a igreja oficial era permitida, mas em seus cultos, apenas palavras de honra e louvor ao regime e ao líder Mao. Mas debaixo de tanta opressão, a semente do cristianismo brotou e floresceu. Deus é vermelho percorre pequenos vilarejos e grandes cidades, trazendo narrativas emocionantes e assombrosas sobre dezenas de milhões de cristãos chineses que vivem a fé debaixo do duro regime socialista. Indo de casa em casa, reunindo-se porões e sótãos, vivendo à margem da religião oficial do Estado, assim caminham os cristãos chineses. Correndo perigo de prisão, castigos e até morte, assim vivem os que desafiam o regime para manter e cultivar a fé em Jesus Cristo. Conversas sussurradas, códigos cifrados, bíblias e material evangelístico contrabandeados, assim o evangelho é pregado cotidianamente. Deus é vermelho é o relato tocante e desafiador de uma Igreja viva que cresce e floresce no regime mais fechado do planeta. Liao Yiwu traz nesta obra uma perspectiva nova sobre a força e a importância do Evangelho para pessoas simples e abnegadas, mas que morrerão sem negar o Autor de sua fé. Escritor chinês censurado na China e exilado na Alemanha, onde vive desde que conseguiu fugir do regime, Liao Yiwu escreveu este livro para nos revelar uma China diferente, com uma Igreja cristã pujante e vigorosa. O autor do poema Massacre, que lhe custou anos de cadeia, nos conta a história secreta de como o cristianismo sobreviveu e floresceu na China comunista.

Mensagem do Autor
Jornalista, músico e poeta não apegado às questões religiosas, mas que se surpreendeu com a sobrevivência da religião dentro da China. Liao é crítico da política chinesa e, por isso, já esteve preso. Em 2003, recebeu o prêmio da Human Rights Watch. Hoje, mora em Berlim, Alemanha, onde conseguiu asilo político após fugir da perseguição política do regime chinês.


Fonte:https://www.amazon.com.br/Deus-vermelho-cristianismo-sobreviveu-floresceu/dp/8573256869 é vermelho

Liao Yiwu
Deus é vermelho: A história secreta de como o cristianismo sobreviveu e floresceu na China comunista


Na China comunista, sob o regime de Mao Tsé-tung, todas as práticas religiosas foram banidas. O comunismo tornou-se a religião nacional e Mao foi entronizado, deificado e adorado. Apenas a igreja oficial era permitida, mas em seus cultos, apenas palavras de honra e louvor ao regime e ao líder Mao. Mas debaixo de tanta opressão, a semente do cristianismo brotou e floresceu. Deus é vermelho percorre pequenos vilarejos e grandes cidades, trazendo narrativas emocionantes e assombrosas sobre dezenas de milhões de cristãos chineses que vivem a fé debaixo do duro regime socialista. Indo de casa em casa, reunindo-se porões e sótãos, vivendo à margem da religião oficial do Estado, assim caminham os cristãos chineses. Correndo perigo de prisão, castigos e até morte, assim vivem os que desafiam o regime para manter e cultivar a fé em Jesus Cristo. Conversas sussurradas, códigos cifrados, bíblias e material evangelístico contrabandeados, assim o evangelho é pregado cotidianamente. Deus é vermelho é o relato tocante e desafiador de uma Igreja viva que cresce e floresce no regime mais fechado do planeta. Liao Yiwu traz nesta obra uma perspectiva nova sobre a força e a importância do Evangelho para pessoas simples e abnegadas, mas que morrerão sem negar o Autor de sua fé. Escritor chinês censurado na China e exilado na Alemanha, onde vive desde que conseguiu fugir do regime, Liao Yiwu escreveu este livro para nos revelar uma China diferente, com uma Igreja cristã pujante e vigorosa. O autor do poema Massacre, que lhe custou anos de cadeia, nos conta a história secreta de como o cristianismo sobreviveu e floresceu na China comunista.

Mensagem do Autor
Jornalista, músico e poeta não apegado às questões religiosas, mas que se surpreendeu com a sobrevivência da religião dentro da China. Liao é crítico da política chinesa e, por isso, já esteve preso. Em 2003, recebeu o prêmio da Human Rights Watch. Hoje, mora em Berlim, Alemanha, onde conseguiu asilo político após fugir da perseguição política do regime chinês.


Fonte:https://www.amazon.com.br/Deus-vermelho-cristianismo-sobreviveu-floresceu/dp/8573256869

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Deus é vermelho

Liao Yiwu
Deus é vermelho: A história secreta de como o cristianismo sobreviveu e floresceu na China comunista


Na China comunista, sob o regime de Mao Tsé-tung, todas as práticas religiosas foram banidas. O comunismo tornou-se a religião nacional e Mao foi entronizado, deificado e adorado. Apenas a igreja oficial era permitida, mas em seus cultos, apenas palavras de honra e louvor ao regime e ao líder Mao. Mas debaixo de tanta opressão, a semente do cristianismo brotou e floresceu. Deus é vermelho percorre pequenos vilarejos e grandes cidades, trazendo narrativas emocionantes e assombrosas sobre dezenas de milhões de cristãos chineses que vivem a fé debaixo do duro regime socialista. Indo de casa em casa, reunindo-se porões e sótãos, vivendo à margem da religião oficial do Estado, assim caminham os cristãos chineses. Correndo perigo de prisão, castigos e até morte, assim vivem os que desafiam o regime para manter e cultivar a fé em Jesus Cristo. Conversas sussurradas, códigos cifrados, bíblias e material evangelístico contrabandeados, assim o evangelho é pregado cotidianamente. Deus é vermelho é o relato tocante e desafiador de uma Igreja viva que cresce e floresce no regime mais fechado do planeta. Liao Yiwu traz nesta obra uma perspectiva nova sobre a força e a importância do Evangelho para pessoas simples e abnegadas, mas que morrerão sem negar o Autor de sua fé. Escritor chinês censurado na China e exilado na Alemanha, onde vive desde que conseguiu fugir do regime, Liao Yiwu escreveu este livro para nos revelar uma China diferente, com uma Igreja cristã pujante e vigorosa. O autor do poema Massacre, que lhe custou anos de cadeia, nos conta a história secreta de como o cristianismo sobreviveu e floresceu na China comunista.

Mensagem do Autor
Jornalista, músico e poeta não apegado às questões religiosas, mas que se surpreendeu com a sobrevivência da religião dentro da China. Liao é crítico da política chinesa e, por isso, já esteve preso. Em 2003, recebeu o prêmio da Human Rights Watch. Hoje, mora em Berlim, Alemanha, onde conseguiu asilo político após fugir da perseguição política do regime chinês.


Fonte:https://www.amazon.com.br/Deus-vermelho-cristianismo-sobreviveu-floresceu/dp/8573256869

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Sete Anos No Tibet | Heinrich Harrer

#RESENHA - Sete Anos No Tibet | Heinrich Harrer


Olá pessoas, tudo bom? Que tal uma aventura para animar o dia hein? Comprei esse livro após assistir o filme de mesmo nome. Espero que gostem desse livro.

Título: Sete anos no Tibet

Titulo Original:

Seven Years in Tibet 
Autor: Heinrich Harrer 
Ano de publicação no Brasil: 2008 
País: Áustria 
Editora: LMP Pocket 
Páginas: 310 
Resenha por: Leila 
Sinopse: Sete anos no Tibet, de Heinrich Harrer, é o mais célebre e mais completo documento sobre a vida no Tibet, às vésperas da última invasão chinesa de 1950. O livro trata em detalhes também da formação do 14º. Dalai Lama, dirigente máximo espiritual e político do povo tibetano. Precioso documento sobre a vida no Tibet e nas montanhas do Himalaia, este livro foi traduzido para dezenas de línguas, sendo adaptado para o cinema com enorme sucesso internacional tendo Brad Pitt vivendo o papel do autor.

:: RESENHA ::




Heinrich Harrer foi um alpinista e esportista, na década de 30 junto de seus amigos Fritz Kasparek, Anderl Heckmair e Ludwig Vörg que conquistaram reconhecimento por terem escalado até o topo a Face Norte de Eiger na Suíça, que tem mais de 1500 metros de altura. 


Em 1938, logo após seu reconhecimento, Heinrich ganha oportunidade de fazer parte de um filme, e participar de uma Expedição no Himalaia, lugar que qualquer aventureiro e alpinista sonha em conhecer e escalar. 


No segundo semestre de 1939, pouco tempo depois da Inglaterra declarar guerra a Alemanha, Heinrich virou prisioneiro com seus amigos em Dehra Dun. Foi prisioneiro até 1944, nesse meio tempo tentou fugir, fez mapas, estudou outros idiomas e juntou dinheiro para fugir rumo ao Tibet, pois seria a forma mais fácil de escapar por essa região. 


Ao fugir da prisão com seus amigos e outras pessoas que seguiram seu caminho, ele conseguiu chegar ao Tibet com Peter Aufschnaiter também alpinista que se tornou seu grande amigo. 


Heinrich conheceu a cultura incrível do Tibet, viveu pacificamente lá, se tornou professor de Dalai Lama e viraram amigos. Ficou na cidade até 1950 quando os chineses invadiram e dominaram a região. 


Dalai Lama e os tibetanos se retiraram, e ele se instalou em Dharamsala na Índia, no governo de Exílio. O Tibet é até hoje é considerado parte da China e Dalai Lama pede que seja reconsiderado a liberdade. 


Esse livro é mais que uma aventura que realmente aconteceu. Narra uma história de um lugar incrível considerado proibido, de difícil acesso, porém os tibetanos são considerados como um povo pacífico e de boas pessoas. Traz curiosidades e mostra que temos muito que aprender e respeitar as tradições dos outros. Isso mostra que seguir seu sonho pode ser mais que realizado e esperado.


Até a próxima!




#Books (Hashtag Books) às 25 abril


Fonte:http://hashtag-books.blogspot.com/2017/04/resenha-sete-anos-no-tibet-heinrich.html?m=1

sábado, 5 de outubro de 2019

O Médico e o Monstro

O Médico e o Monstro (Resenha)



 Por JORDAN SOUZA 17 de abril de 2015

Robert Louis Stevenson, escritor escocês, publicou a novela gótica O Médico e o Monstro – originalmente chamado de The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde – em 1886. A história se passa na Londres vitoriana, sendo uma mistura do gótico, com terror psicológico e, ainda, ficção científica.

O enredo gira em torno do respeitado e bem apessoado médico Henry Jekyll e sua relação conturbada com o misterioso Edward Hyde*(monstro). Talvez seja a linguagem rebuscada e datada, talvez seja a falta de carisma aparente dos personagens ou, quem sabe, o fato de eu já conhecer a trama, mas algo parecia muito estranho quando eu comecei a ler o livro. Até agora, depois de terminá-lo, não sei direito qual foi o motivo dessa estranheza.

A história é contada por relatos do advogado Sr. Utterson, que fica abismado ao descobrir que um de seus melhores amigos, Dr. Jekyll, escreveu um testamento deixando toda a sua herança para um desconhecido chamado Hyde. Um sujeito suspeito, que ninguém realmente conhecia. Preocupado, o advogado começa a investigar, mesmo com o próprio Jekyll insistindo para que deixasse o assunto de lado.

Impossível não saber que, na verdade, Jekyll e Hyde são a mesma pessoa. Com milhares de adaptações para TV, teatro e cinema, a história do médico que tomava uma poção e se transformava em um homem terrível é mundialmente conhecida. De qualquer forma, a mensagem por trás disso tudo é muito simples: não existe um lado só. Ninguém consegue ser bom ou mal em sua totalidade. Todos nós temos nosso lado Hyde.

Stevenson utiliza de uma história horripilante para nos mostrar a dicotomia que nos constitui. Dr. Jekyll cria uma droga para liberar esse outro lado de sua personalidade, para fugir de seu “eu” politicamente correto de sempre. O problema acontece quando ele perde o controle das transformações, deixando todos ao seu redor a mercê do obscuro Hyde.

O curioso é que em nenhum momento Stevenson descreve a fisionomia de Hyde, apenas diz que tem uma deformidade que ninguém consegue muito bem definir. Assim me senti com o livro: incomodado, porém sem saber a origem desse sentimento. O objetivo do autor de cutucar nossa consciência e mostrar que o maniqueísmo é pura ilusão, em uma história que cativa aos poucos.

Com menos de 100 páginas, o livro é amargamente curto. O curso dos acontecimentos segue muito rápido, entregando fato atrás de fato, sem muito tempo para respirar. Direto e inteligente, Stevenson constrói uma alegoria digna do status de clássico na literatura.

*A pronúncia de Hyde é a mesma que hide, palavra inglesa para “esconder”.

Fonte:https://www.cantodosclassicos.com/o-medico-e-o-monstro-resenha/

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Xogum

Resenha: Xogum | James Clavell

EDITORA ARQUEIRO, JAMES CLAVELL, RESENHA



Título: Xogum - A Gloriosa Saga do Japão

Autor: James Clavell

Páginas: 1039 

Editora: Arqueiro

Sinopse: O livro conta a história de John Blackthorne, que, através de um portulano (guia de navegação) roubado de um navegador português, resolve desafiar e percorrer o novo caminho descoberto para as Índias, mas, devido ao naufrágio de sua nau capitânia – Erasmus – acaba parando na aldeia de Anjiro, província de Izu, e lá, é capturado por Kasigi Yabu e Blackthorne precisa aprender rapidamente a língua e os costumes daquele povo, antes que ele seja morto pela espada.
Resenha



Antes de começar a falar da pequena enciclopédia sobre o modo de vida japonês do século XVII, que fez esse desbravador atual dos costumes antigos a se apaixonar pelo Oriente como um todo, é necessário dizer que, ler um ou dois livros a respeito do Japão feudal, não me fez virar nenhum expert da história medieval japonesa, mas ao ler livros como “Os Japoneses”, “Ponte de Outono”, o próprio “Xogum – a Gloriosa Saga do Japão”, é possível que a história Ocidental, tão disseminada nas escolas, cursinhos pré-vestibulares e até faculdades, acabe tendo sua história igualada, junto com a aura especial que ronda a maioria dos acontecimentos históricos Ocidentais, ou ainda, que essa aura acabe sendo despertada e penda para o lado Oriental do globo.

Sobre a sociedade japonesa – um leve resumo.

A sociedade, de modo estrutural é rígida. Se você nascesse naquela época como Samurai, morreria como um – a não ser que agisse com desonra. Se isso ocorresse, ou cometeria seppuku ou fugia e viveria como um ronin -, do mesmo jeito se nascesse camponês, teria deveres e pagaria imposto ao seu suserano e não havia quase nenhum jeito de mudar seu status social, exceto se o Daimio (senhor da terra), quisesse. Ou seja, nessa estrutura social, em formato de pirâmide, havia o Imperador, que era escolhido por Deus e, portanto, intocado e Senhor do Japão (primeiro nível = topo), os Daimios e seus representantes (segundo nível), que eram espalhados pelas grandes cidades e cuidavam das provincias recolhendo impostos e treinando guerreiros, e os camponeses (terceiro nível – base da pirâmide). As mulheres tinham papel representativo de acordo com o papel do marido na sociedade. Eram submissas ao marido, mas também possuíam responsabilidade referente a economia doméstica, sendo responsáveis pela prosperidade – ou ua (harmonia) – do lar, enquanto os homens cuidavam da política e de planejamento para guerra – se fossem Samurais, ou trabalhavam no campo, se fossem camponeses.


O conceito sexual a respeito dos japoneses daquela época era considerado como uma atividade diária, comum e cotidiana. Afinal, o verdadeiro amor não vinha apenas do “travesseiro” (gíria utilizada por muitas vezes no livro), mas de se entregar de alma para uma pessoa. Tal fato assombra o personagem principal, já que o livro se passa num momento histórico em que a igreja tem um controle sobre a população européia. E o conceito de sexo ser uma coisa comum era, e ainda é, algo abominado por parte da igreja.


A trama de Xogum:


Como já dito lá em cima, o livro passa no Japão feudal (séc XVII), o país, por não conseguir encontrar um equilíbrio entre quem manda e quem obedece, vive com vários conflitos e guerras civis por todo o país. Um general (Nakamura) consegue, através de alianças, derrotar seus algozes e manter a paz como um comandante em armas do Japão. Declara que seu filho será o imperador - já que, devido ao fato dele ter nascido plebeu, não poderia obter tamanho poder no sistema hierárquico japonês, entretanto, Nakamura falece e, o futuro imperador - com 05 anos de idade - não pode exercer o seu título até a sua maioridade - naquele tempo, 17 anos. Visando a morte como possibilidade, Nakamura invoca uma lei que diz que 5 regentes (Daimios) deverão tomar conta do país até que seu filho possa exercer a maioridade. 


Mesmo assim, a morte de Nakamura e de Sugiyama (o mais velho dos Daimios) cria um racha entre os quatro Daimios restantes, criando duas facções distintas. De um lado, temos o Daimio senhor do Kwanto, (o Kwanto seria o território que engloba Tóquio e outras províncias) e das oito províncias que não são descritas no livro, e, do outro lado, temos o Daimio Ishido – detentor de Osaka, a fortaleza impenetrável. Ishido luta pela manutenção do poder por parte do Imperador, mas possui intenções obscuras que eu não vou falar; e, por enquanto, os outros dois Daimios que são inimigos entre eles (Onoshi e Kiyama) não possuem lados.


01fev

Resenha: Xogum | James Clavell

EDITORA ARQUEIRO, JAMES CLAVELL, RESENHA


Título: Xogum - A Gloriosa Saga do Japão

Autor: James Clavell

Páginas: 1039 (é muita página de meu Deus)

Editora: Arqueiro

Classificação:  


Sinopse: O livro conta a história de John Blackthorne, que, através de um portulano (guia de navegação) roubado de um navegador português, resolve desafiar e percorrer o novo caminho descoberto para as Índias, mas, devido ao naufrágio de sua nau capitânia – Erasmus – acaba parando na aldeia de Anjiro, província de Izu, e lá, é capturado por Kasigi Yabu e Blackthorne precisa aprender rapidamente a língua e os costumes daquele povo, antes que ele seja morto pela espada.


                                              Resenha



Antes de começar a falar da pequena enciclopédia sobre o modo de vida japonês do século XVII, que fez esse desbravador atual dos costumes antigos a se apaixonar pelo Oriente como um todo, é necessário dizer que, ler um ou dois livros a respeito do Japão feudal, não me fez virar nenhum expert da história medieval japonesa, mas ao ler livros como “Os Japoneses”, “Ponte de Outono”, o próprio “Xogum – a Gloriosa Saga do Japão”, é possível que a história Ocidental, tão disseminada nas escolas, cursinhos pré-vestibulares e até faculdades, acabe tendo sua história igualada, junto com a aura especial que ronda a maioria dos acontecimentos históricos Ocidentais, ou ainda, que essa aura acabe sendo despertada e penda para o lado Oriental do globo.


Sobre a sociedade japonesa – um leve resumo.



A sociedade, de modo estrutural é rígida. Se você nascesse naquela época como Samurai, morreria como um – a não ser que agisse com desonra. Se isso ocorresse, ou cometeria seppuku ou fugia e viveria como um ronin -, do mesmo jeito se nascesse camponês, teria deveres e pagaria imposto ao seu suserano e não havia quase nenhum jeito de mudar seu status social, exceto se o Daimio (senhor da terra), quisesse. Ou seja, nessa estrutura social, em formato de pirâmide, havia o Imperador, que era escolhido por Deus e, portanto, intocado e Senhor do Japão (primeiro nível = topo), os Daimios e seus representantes (segundo nível), que eram espalhados pelas grandes cidades e cuidavam das provincias recolhendo impostos e treinando guerreiros, e os camponeses (terceiro nível – base da pirâmide). As mulheres tinham papel representativo de acordo com o papel do marido na sociedade. Eram submissas ao marido, mas também possuíam responsabilidade referente a economia doméstica, sendo responsáveis pela prosperidade – ou ua (harmonia) – do lar, enquanto os homens cuidavam da política e de planejamento para guerra – se fossem Samurais, ou trabalhavam no campo, se fossem camponeses.


O conceito sexual a respeito dos japoneses daquela época era considerado como uma atividade diária, comum e cotidiana. Afinal, o verdadeiro amor não vinha apenas do “travesseiro” (gíria utilizada por muitas vezes no livro), mas de se entregar de alma para uma pessoa. Tal fato assombra o personagem principal, já que o livro se passa num momento histórico em que a igreja tem um controle sobre a população européia. E o conceito de sexo ser uma coisa comum era, e ainda é, algo abominado por parte da igreja.


A trama de Xogum:


Como já dito lá em cima, o livro passa no Japão feudal (séc XVII), o país, por não conseguir encontrar um equilíbrio entre quem manda e quem obedece, vive com vários conflitos e guerras civis por todo o país. Um general (Nakamura) consegue, através de alianças, derrotar seus algozes e manter a paz como um comandante em armas do Japão. Declara que seu filho será o imperador - já que, devido ao fato dele ter nascido plebeu, não poderia obter tamanho poder no sistema hierárquico japonês, entretanto, Nakamura falece e, o futuro imperador - com 05 anos de idade - não pode exercer o seu título até a sua maioridade - naquele tempo, 17 anos. Visando a morte como possibilidade, Nakamura invoca uma lei que diz que 5 regentes (Daimios) deverão tomar conta do país até que seu filho possa exercer a maioridade. 


Mesmo assim, a morte de Nakamura e de Sugiyama (o mais velho dos Daimios) cria um racha entre os quatro Daimios restantes, criando duas facções distintas. De um lado, temos o Daimio senhor do Kwanto, (o Kwanto seria o território que engloba Tóquio e outras províncias) e das oito províncias que não são descritas no livro, e, do outro lado, temos o Daimio Ishido – detentor de Osaka, a fortaleza impenetrável. Ishido luta pela manutenção do poder por parte do Imperador, mas possui intenções obscuras que eu não vou falar; e, por enquanto, os outros dois Daimios que são inimigos entre eles (Onoshi e Kiyama) não possuem lados.


A chegada de Blackthorne pode virar a maré da provável guerra que se aproxima, com suas táticas de guerrilha, política e relações comerciais, transformando um naufrágio numa possibilidade de mudança de uma nação inteira. E através desses dois entreveros, a trama da história gira com vários personagens e situações engraçadas e embaraçosas que o personagem principal passa, até se acostumar e se adaptar aquele povo cheio de mistérios. 



Curiosidades sobre Xogum:

Embora os nomes dos personagens sejam fictícios, eles representam, em sua maioria, personagens que já existiram no período Tokugawa (ou Xogunato);O filme "O Grande Samurai" com o Tom Cruise, ocorre logo após o fim do período Tokugawa, com os Samurais em plena decadência;Houve uma série de TV em 1980 que retratava os acontecimentos do livro. A série tinha 10 episódios e foi transmitida pelo canal TCM;


Vale a pena conferir...


Esse período da história japonesa (Era Tokugawa e Era Meiji) é um período cheio de conteúdo literário e cinematográfico. Vale a leitura do clássico "Musashi" de Eiji Yoshikawa (o livro se passa durante o período Tokugawa); e os filmes "live-action" do anime Samurai X: Samurai X (2012), Samurai X - Inferno de Kyoto (2014) e Samurai X - O fim da Lenda (2014) - todos os filmes passam após o período Tokugawa e início do período Meiji, além é claro, do filme "O Último Samurai", que também passa no fim do período informado no livro Xogum.

Em algumas discussões pessoais eu sempre digo que esse é o livro da minha vida. Não apenas por ser o maior volume único que eu tenho, mas por fazer nascer a semente que já existia em mim de aprender mais sobre a cultura (língua e costumes) japonesa. Talvez um dia visite o Japão - e os lugares por onde o livro passa Kyoto, Osaka, Edo (Tóquio), Izu -, já que é a única coisa que falta fazer inspirado em Xogum - A Gloriosa Saga do Japão.

Escrito por: Alvaro Dias

Fonte:http://www.oclubedameianoite.com/2017/02/resenha-xogum-james-clavell.html?m=1

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

O Resumo de A Arte da Guerra

O Resumo de A Arte da Guerra

O livro Arte da Guerra é uma obra literária do pensador chinês Sun Tzu, escrito por volta do ano 500 a.C. que funciona como um manual estratégico para conflitos armados, mas que pode ter várias aplicações em outras áreas da vida.

Capitulo 1
Aborda a importância de avaliar e planejar, tendo conhecimento de cinco fatores que podem influenciar: caminho, terreno, as estações (clima) liderança e gestão. Além disso, são abordados sete elementos que melhoram os resultados das investidas militares. A guerra é algo que tem consequências para o estado ou país e por isso não deve ser iniciada sem muita consideração.

Capítulo 2
Neste capítulo o autor expressa que o sucesso na guerra depende da capacidade de terminar um conflito de forma rápida. É possível entender um pouco melhor a vertente econômica da guerra, e que muitas vezes para vencer a guerra é preciso saber reduzir os custos relacionados com o conflito armado.

Capítulo 3
A verdadeira força bélica de um exército está na sua união e não no seu tamanho. São mencionados cinco fatores essenciais para vencer qualquer guerra: ataque, estratégia, alianças, exército e cidades. Um bom estrategista identifica a estratégia do seu inimigo, atacando-a na sua parte mais fraca. Por exemplo: o mais recomendado é dominar o inimigo sem destruir o seu ambiente, obrigando-o a se render.

Capítulo 4
O posicionamento tático do exército é determinante para a vitória: os pontos estratégicos devem ser defendidos a todo o custo. Um bom líder só avança terreno para conquistar outras posições quando tem a certeza que o que já foi conquistado está em segurança. O leitor também pode aprender a não criar oportunidades para o inimigo.

Capítulo 5
O autor explica a importância da criatividade e do timing para melhorar a força e a motivação do exército. Uma boa liderança desperta o potencial do exército.

Capítulo 6
Capítulo dedicado às forças e fraquezas de uma unidade militar. As características do ambiente (como o relevo da paisagem) devem ser estudadas para que o exército possa obter vantagem no conflito. Sun Tzu também indica que é possível apresentar uma “fraqueza fingida” para enganar e atrair o inimigo.

Capítulo 7
São abordadas as manobras militares, o perigo de entrar em conflito direto e como obter a vitória nos casos em que esse tipo de confronto é inevitável.

Capítulo 8
São revelados os diferentes tipos de terreno e a importância de se adaptar a cada um deles. É dada alta importância à capacidade da unidade militar de se adaptar à variação das circunstâncias.

Capítulo 9
Movimentação das tropas: neste capítulo o autor explica como o exército deve se posicionar nos diferentes tipos de terreno do território inimigo.

Capítulo 10
Sun Tzu indica os diferentes tipos de terreno e as vantagens e desvantagens que são fruto do posicionamento nestes 6 tipos de terreno.

Capítulo 11
São descritos 9 tipos de situação em que um exército em guerra pode enfrentar e qual deve ser o foco do líder em cada uma das situações de forma a alcançar a vitória.

Capítulo 12
Este capítulo aborda o uso do fogo nos ataques ao inimigo e o que é necessário para tirar proveito desse elemento. Além disso são mencionadas respostas adequadas em caso de ataque com esse e outros elementos.

Capítulo 13
Foco na relevância de ter espiões como fonte de informação sobre o inimigo. São descritas cinco fontes de inteligência (cinco tipos de espiões) e como fazer a gestão dessas fontes.



Zhen Long

Fonte:https://www.familialong.com.br/o-resumo-de-a-arte-da-guerra/

Memorias de uma Gueixa

Resenha-Memorias de uma Gueixa
por Ragner 
em 09/11/12

Nota:

Japão é um país extremamente interessante ao meu ver. Sou um amante inveterado à quase tudo relacionado a terra do sol nascente. Hábitos, costumes, história e cultura me fascina. Tudo que gira em torno da ética e moral oriental me encanta, especialmente o que está relacionado aos japoneses. Por isso a intenção inicial de ler tal livro, que foi emprestado pela minha Mariko Mari Paccely.

Vamos aprendendo tudo sobre a vida de uma Gueixa. O livro serve muito bem ao propósito de representar “memórias” e respeita bem seu título. Relata os pormenores da vida da protagonista (mesmo a disputa pela sua virgindade e para se tornar o amante principal) e daqueles que estão ligados à ela. Serve também como um relato biográfico onde a personagem conta seu cotidiano, durante anos, desde quando foi retirada de casa, ainda criança, quando era uma criada, na adolescência, até chegar ao patamar de ser considerada uma das Gueixas mais conhecidas no Japão.

Fico até me perguntando se a história é factual ou não, pois tudo é muito verdadeiro e palpável, como se fosse vida real mesmo. Existe uma certa veracidade nos fatos que se seguem, pois todo o contexto histórico ocorreu e mesmo não sendo uma história verídica (mas a protagonista é inspirada em uma Gueixa que existiu mesmo), instiga nossa compreensão do que pode ter acontecido ou não. Palmas pela pesquisa histórica do autor e também pelo enredo soberbo que nos apresenta o Éthos japonês que é mesmo diferenciado, chegando a parecer mítico.

Temos aqui uma história contada, inicialmente, por uma criança (Chiyo), que vê sua vida mudar repentina e totalmente, a partir do momento em que é levada, junto de sua irmã, de sua casa, retirada de sua pacata rotina em um vilarejo, para longe de sua mãe doente já falecendo e de seu pai idoso. A pequena Chiyo chega a Gion, distrito de Kioto, e passa a viver como criada em um okyia (uma casa de gueixas), onde, com o tempo, viria a estudar para se transformar em uma Gueixa. O okyia já possuía uma Gueixa, Hatsumomo, mas essa a vê como uma pedra no seu caminho, mesmo ainda criança, passando a perturbá-la diariamente.

Chiyo é uma menina de olhos peculiares (azuis acinzentados, o que chama muita atenção) e certa rebeldia. A vida se mostra cheia de obstáculos e inimizades, ela não aceita ser uma criada e nem que Hatsumomo a trate da maneira que trata, ela se revolta com sua situação e tenta fugir, mas o contato com um homem bondoso e que presta atenção nela a faz começar a perceber melhor o seu destino e a querer mudar sua sorte. Com o tempo passa a ter contato com Mameha, talvez a Gueixa mais importante da região e desgosto direto de Hatsumomo. Mameha passa a ajudar Chiyo e a treiná-la. O passado então começa a ficar distante e essa nova vida também a faz mudar de nome. Ela passa a se chamar Sayuri e de criada agora é uma aprendiz, não precisando mais trabalhar como antes. Vivendo uma nova realidade, as intrigas de Hatsumomo agora vão perdendo força e a cada ano sua importância na região aumenta, os homens mais influentes a querem como companhia e tudo à sua volta começa a mudar, até o início da 2ª Grande Guerra Mundial.

Os fatos comentados e citados no livro são muito interessantes, pois deixam claro algumas ideias pragmáticas do Éthos japonês, que nos faz refletir o quanto a vida é fugaz (mesmo do outro lado do planeta, há décadas atrás). A leitura da história exercita a ideia de que “há males que vem para o bem” e nos apresenta um conceito mais profundo de como as Gueixas eram realmente. Elas não eram amantes de homens poderosos e muito menos prostitutas, mas mulheres que dedicavam suas vidas a servir o imaginário do homem sim, mas isso, muitas vezes, não tinha a ver com servidão sexual.

Algo que é trabalhado magníficamente bem, também, é o entendimento de que as mulheres são naturalmente românticas, independente de suas vidas e de suas condições. Chiyo, que passa a ser Sayuri, vê um propósito para sua vida ao ter contato com o homem que para sempre se manteve em seus sonhos. Mesmo que sua vida e posição a levasse para um caminho diferente do dele, ela nunca se esqueceu de como ele a afetou.

Recomendadíssimo para quem se interessa, não somente pela cultura oriental, mas também para quem gosta de refletir sobre a efemeridade da vida e como tudo que acontece ao nosso redor é grande ou pequeno, dependendo que como aquilo nos atinge, dependendo de como nos deixamos ser atingidos.

Postado em: Resenhas
Tags: Arthur Golden, Imago, Romance

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