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quinta-feira, 18 de junho de 2020

Brasileiros vencem hackathon da Nasa ao criar app sobre o coronavírus

Brasileiros vencem hackathon da Nasa ao criar app sobre o coronavírus

Fabiana Rolfini 
Olhar Digital

Estudantes de Santos, litoral de São Paulo, desenvolveram um tipo de Google Maps que identifica zonas de risco de contaminação; dupla participará da fase mundial, em agosto

Dois estudantes brasileiros venceram o Desafio 6 do “Nasa Space Apps Challenge”, hackathon internacional promovido pela incubadora da agência espacial. Igor Zaarour Alves, de 22 anos, estudante de engenharia mecânica e Thiago Pongelupe Ribeiro, de 21, que cursa engenharia química, criaram soluções relacionadas à pandemia do novo coronavírus.
Com o acesso aos dados extraídos pela Nasa entre 30 e 31 de maio, a dupla de Santos, litoral de São Paulo, teve 48 horas para analisar o impacto mundial da Covid-19 e entregar um protótipo de solução. Eles teriam que usar como base os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) criados pela Organização das Nações Unidas (ONU), uma série com 17 ações para transformar o mundo.
O resultado foi o desenvolvimento de um aplicativo, nos mesmos moldes que o Google Maps, para gerar zonas seguras classificadas por cor, de acordo com o risco de contaminação. Por exemplo, um hospital ou um cemitério, pelo risco maior de infecção por coronavírus, teriam uma cor vermelha. 
Reprodução
Os vencedores Thiago Pongelupe Ribeiro e Igor Zaarour Alves. Foto: Arquivo pessoal
Além do app, eles também criaram o protótipo de uma espécie de jogo voltado para jovens, cujo objetivo seria cumprir metas voltadas às ODSs, como fazer um exercício físico em casa, que corresponde à saúde e bem estar. Com isso, os usuários seriam pontuados e ganhariam prêmios, como forma de incentivo.
Ao vencer a etapa brasileira do desafio, a dupla de estudantes da Universidade Santa Cecília (Unisanta), em Santos, foi classificada para a fase global do torneio, que ocorre em agosto.
Via: G1

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Uma das maiores feiras de tecnologia do Japão será realizada online devido ao coronavírus

Uma das maiores feiras de tecnologia do Japão será realizada online devido ao coronavírus

A edição de 2019 contou com mais de 780 expositores do Japão e do exterior e atraiu mais de 150 mil visitantes. Neste ano será online devido ao vírus.


A  Combined Exhibition of Advanced Tecnologies será realizada como programado entre os dias 20 e 23 de outubro, mas online (CEATEC)

Uma das maiores feiras anuais de eletrônicos do Japão será realizada online em outubro devido a preocupações com a segurança por causa do novo coronavírus, disseram organizadores nesta segunda-feira (25).

A Combined Exhibition of Advanced Tecnologies – CEATEC (Exibição Combinada de Tecnologia Avançada) será realizada como programado entre os dias 20 e 23 de outubro, disse a Japan Electronics e a Information Technology Industries Association e outros organizadores. Detalhes adicionais estarão disponíveis em meado de julho.


A edição anterior que aconteceu no centro de convenções Makuhari Messe em Chiba, contou com mais de 780 expositores do Japão e do exterior apresentando suas mais recentes tecnologias em eletrônicos e atraiu mais de 150 mil visitantes.


“Esperamos tornar a CEATEC deste ano em um lugar sem precedentes onde participantes colaboram na criação de uma nova sociedade e novo estilo de vida”, disse Kiyoshi Shikano, produtor executivo da feira em uma declaração.


Organizadores do Tokyo Game Show também disseram na segunda-feira que planejam realizar online o evento deste ano, inicialmente planejado para acontecer no Makuhari Messe, no período de 24 a 27 de setembro devido à pandemia do coronavírus.


No ano passado, o evento atraiu um total de 262.076 visitantes, de acordo com a Associação de Fornecedores de Computadores para Entretenimento.


Para acessar o site oficial da CEATEC, toque aqui.


Fonte: Kyodo News and Culture

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Nova Zelândia apresenta primeira assistente virtual policial

Nova Zelândia apresenta primeira assistente virtual policial

Nina Gattis, editado por Cesar Schaeffer

OLhar Digital

Inteligência artificial vai ajudar nas tarefas básicas da polícia neozelandesa

A polícia da Nova Zelândia recebeu um reforço especial na última quarta-feira (12): a policial Ella, uma assistente virtual realista que usa animação em tempo real para simular interações, entrou para a equipe.

Por enquanto, Ella apenas se apresentou para a força, mas é na próxima segunda-feira (17) que ela começará a trabalhar. Inicialmente, suas principais funções serão receber visitantes na sede nacional da polícia neozelandesa, informar os funcionários humanos sobre a chegada das pessoas e direcioná-las para o local onde pegarão seus passes.

Além disso, ela poderá conversar com os visitantes sobre o procedimento de verificação da polícia, entre outros assuntos pertinentes ao ambiente de trabalho.

Após três meses de trabalho, as incumbências de Ella devem mudar. “Suas capacidades são básicas nesta fase, pois ela é uma prova de conceito, mas vemos alguns benefícios reais da tecnologia digital para pessoas se pudermos equipar a inteligência artiicial com mais conhecimento e capacidades e aprender com mais interações”, disse Mike Bush, comissário da polícia da Nova Zelândia.

As responsáveis pela inteligência artificial e pelo desenvolvimento humano de Ella são as empresas de tecnologia doméstica Intela AI e Soul Machines. Para permitir que a nova policial seja realista, as empresas a programaram com voz e linguagem corporal únicas.

Via: The Next Web

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Drone que se transforma em “estação de satélite” está sendo desenvolvido no Japão

Drone que se transforma em “estação de satélite” está sendo desenvolvido no Japão



A Kyocera e a Blue Inovation estão desenvolvendo drones capazes de criar estação de satélite em situações de emergência, como desastres naturais.

Drone que é capaz de criar estação de satélite em caso de desastres naturais está em desenvolvimento

A gigante japonesa Kyocera anunciou que está produzindo uma “estação de satélites de drones”. O projeto está sendo desenvolvido com a Blue Inovation, empresa especializada em drones, e tem previsão de implementação no ano fiscal de 2021.

Estes drones serão utilizados em áreas onde ondas de rádio não alcançam, como locais afetados por desastres naturais. Segundo a empresa, o projeto é de que diversos drones com funções de estação de satélite sobrevoem esses locais para proporcionar comunicação por aparelhos móveis. As unidades de comunicação dos drones analisarão a área e prepararão redes de telecomunicação automaticamente.

A Kyocera será responsável por produzir unidades de comunicação móvel 5G e LTE. A Blue Inovation desenvolverá os servidores (back-end) e a interface visual (front-end).

Protótipos do drone foram mostrados na feira de eletrônicos CES 2020, realizada em Las Vegas (EUA), nesse mês. Os próximos testes incluirão averiguar a comunicação por LTE e 5G. As empresas pretendem completar o projeto até o ano fiscal de 2021 com o intuito de comercialização.

As três gigantes da comunicação, Softbank, KDDI e Docomo, também estão fazendo testes para utilização de drones em situações de emergência.

Fonte: Engadget

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Tecnologia 5G e riscos à saúde

Tecnologia 5G e riscos à saúde


Com a necessidade de smartphones e outros dispositivos com transmissão de dados cada vez mais veloz essas ondas podem prejudicar a saúde. 
Antena 5G para os smartphones que usam essa tecnologia (Pixabay)

A tecnologia 5G usa ondas milimétricas, além das micro-ondas convencionais de 2G a 4G. No 5G, é necessário instalar uma antena a cada 100 a 200m. Por isso, muito mais pessoas serão expostas a essas ondas milimétricas.

São prejudiciais para o ser humano, mas também para as plantas e animais. “As novas antenas estarão densamente localizadas em áreas residenciais, com frequências mais altas, pulsações prejudiciais maiores em termos biológicos, com mais características perigosas de sinalização, mais equipamentos de transmissão conectados e situados dentros de residências e edifícios”. Foi o que apontou o “apelo”, representando 248 cientistas de 42 nações, enviado ao diretor executivo do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP).

Segundo os pesquisadores, as ondas milimétricas são absorvidas principalmente a poucos milímetros da pele humana e pela camada superficial da córnea. Eles argumentam que essa exposição de curto prazo a ondas milimétricas pode ter efeitos fisiológicos prejudiciais nos sistemas nervoso periférico, imunológico e cardiovascular.

Ronald Melnick, PhD, mostra um vínculo claro entre a radiação de radiofrequência (RFR) e o câncer em sua pesquisa. Afirma “os resultados do estudo do NTP mostram que o pressuposto anteriormente considerado de que a radiação de radiofrequência não causa câncer ou outros efeitos adversos na saúde estão claramente errados”, por isso recomenda aos legisladores do mundo a lerem a pesquisa. 

Aumento de risco à saúde

A Scientific American, uma mídia científica, informou “há evidências consideráveis ​​sobre os efeitos nocivos do 2G e 3G”.  “Sobre a tecnologia 4G que existe desde 10 anos atrás pouco se saber por que os governos não financiaram esse tipo de pesquisa”, complementou. A Scientific American apontou que com a disseminação do 5G, não só o câncer, mas vários problemas de saúde como distúrbios neurológicos e reprodutivos, podem ser considerados de risco.

A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA declarou que chegou à conclusão de que não pode considerar o que foi apontado. Argumentou que “as evidências científicas obtidas até o momento não suportam efeitos adversos à saúde humana de exposições abaixo ou abaixo dos limites atuais”. 

“Enquanto isso, estamos observando aumentos em certos tipos de tumores de cabeça e pescoço nos registros de tumores, que podem ser pelo menos parcialmente atribuíveis à proliferação da radiação do telefone celular. Esses aumentos são consistentes com os resultados de estudos de controle de casos de risco de tumor em usuários viciados em telefones celulares”, cita o Scientific American. 

Fontes: Gigazine, EMF Scientist e Scientific American

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Apple lança capinha que aumenta a autonomia da bateria do iPhone em 50%

Apple lança capinha que aumenta a autonomia da bateria do iPhone em 50%




Apple anuncia nova capinha que estende a autonomia da bateria do aparelho em até 50% e tem botão para tirar fotos.

Smart Battery Cases já estão à venda na Apple Store (Imagem: Apple)

A Apple iniciou as vendas da Smart Battery Case, uma capinha com bateria interna para os iPhone 11/11 Pro/11 Pro Max, na quinta-feira (21). As opções de cores oferecidas são branco, preto e rosa, sendo que a última está disponível apenas para o iPhone 11 Pro e Pro Max.

O valor é de ¥14.800 (sem imposto). O item já está à venda nas Apple Stores em todo o Japão.

Segundo a Apple, a capinha consegue estender a bateria do aparelho por até 50%. Com o fim de ano chegando, o acessório pode ser bastante útil em viagens e festas para manter o celular carregado.

Botão lateral para abrir a câmera do aparelho

Contudo, o maior diferencial não está na capacidade de aumentar a bateria do celular. A capinha vem com um botão de câmera no lado direito. Mesmo com o aparelho desligado, ao apertar o botão, a câmera é ativada no mesmo instante. Ao manter o botão pressionado, o iPhone entra no modo de captura de vídeos.

A capinha possui suporte para carregamento wireless e via cabos Lightning.

Fonte: Engadget

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Asteroide de 700 metros vai passar perto da Terra a 40 mil km/h

Asteroide de 700 metros vai passar perto da Terra a 40 mil km/h

Matheus Luque

Olhar Digital

Objeto foi descoberto em 1998 e tem cerca de 700 metros de diâmetro

Na próxima sexta-feira (25) um asteroide de aproximadamente 700 metros de diâmetro vai passar perto da Terra, e na velocidade de 40 mil km/h. De acordo com o Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra da Nasa, o objeto 162082 (1998 HL1) é da categoria Apollo, e foi classificado como um Asteroide Potencialmente Perigoso (PHA, na sigla em inglês).

A rocha espacial foi descoberta em 1998 e está sendo vigiada desde então. Segundo especialistas da Nasa, caso algum dia o asteróide se choque com a Terra, as consequências serão desastrosas.

O objeto já foi visto pela nossa “vizinhança” muitas vezes, pelo menos 408. Ele foi descoberto na década de 1990, por astrônomos do projeto Lincoln Near-Earth Asteroid Research, em Socorro, Novo México.

O asteroide não representa risco iminente para o planeta, já que ele vai passar a cerca de 240 milhões de quilômetros de distância, perto de 16 vezes a distância da Lua, o que, se tratando das dimensões de distância no espaço, é considerado perto.

Segundo os cálculos da Nasa, o objeto não tem rota de colisão com a Terra nos próximos 120 anos.

Via: Sapo

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Russos querem construir base lunar alimentada por reator nuclear

Russos querem construir base lunar alimentada por reator nuclear

Rafael Rigues

OLhar Digital

Estrutura teria capacidade para até 50 pessoas. Custo de construção seria recuperado alugando espaço na base para pessoas e corporações interessadas

A agência espacial russa (Roscosmos) e a Strategic Control Points Corporation (SCPC) anunciaram planos para iniciar em 2028 a construção de uma base lunar com capacidade para 50 pessoas. Batizado de “Patron Moon”, o projeto teria um custo inicial de US$ 462 milhões, que seria recuperado alugando espaço na base para pessoas e corporações.

A base seria composta por cilindros enviados à Lua por um foguete super-pesado chamado Yenisei, que ainda está em desenvolvimento. Eles seriam enterrados a 41 metros de profundidade, protegidos da intensa luz solar e dos raios cósmicos, e teriam uma área útil total de 624 metros cúbicos, o que seria suficiente para 50 pessoas. Energia elétrica seria fornecida por um mini reator nuclear.

Interessados poderiam alugar um espaço de 10 m² (suficiente para uma pessoa) por US$ 30 milhões, já considerando o vôo de ida e volta e uma estadia de 3 dias. De acordo com a SCPC, isso seria o suficiente para recuperar os custos de construção em um ano.

A Russia não é a única interessada em uma base lunar. A China já anunciou sua intenção de ter uma presença permanente em nosso satélite “daqui a 10 anos”, ou seja, em 2029. Já os EUA estão se preparando para um retorno à Lua em 2024, com a missão Artemis.

Fonte: RIA Novosti

sábado, 12 de outubro de 2019

Primeiro voo tripulado da SpaceX deve acontecer já no início de 2020

Primeiro voo tripulado da SpaceX deve acontecer já no início de 2020

Luiz Nogueira, editado por Cesar Schaeffer

Olhar Digital

De acordo com Elon Musk, CEO da SpaceX, e Jim Bridenstine, da Nasa, se os testes derem certo, o primeiro voo tripulado da empresa de Musk vai acontecer no primeiro trimestre do ano que vem

O CEO da SpaceX, Elon Musk, e o administrador da Nasa, Jim Bridenstine, tranquilizaram jornalistas na tarde da última quinta-feira (10) sobre sua parceria para levar astronautas da Nasa para o espaço usando veículos da SpaceX. A declaração foi feira durante uma visita de Jim à empresa de Musk. Eles também disseram que isso pode ocorrer já no primeiro trimestre de 2020.

“Elon e eu concordamos firmemente nisso – que a única coisa que temos em desenvolvimento, e que é de alta prioridade, é lançar astronautas americanos em foguetes partindo de solo americano”, disse Bridenstine. “O voo espacial humano é a razão pela qual a SpaceX foi criada, e estamos incrivelmente honrados em fazer essa parceria com a Nasa. É realmente um sonho se tornando realidade”, disse Musk.

A justificativa veio após as alfinetadas da Nasa em relação ao atraso da SpaceX nos resultados para os voos tripulados prometidos pela empresa de Musk há alguns anos. 

A SpaceX é uma das empresas que desenvolveram maneiras de transportar astronautas da Nasa para a Estação Espacial Internacional (ISS em inglês), como parte do programa Commercial Crew da agência espacial.

Desde o fim do programa de ônibus espaciais em 2011, a Nasa teve que confiar no foguete russo Soyuz para transportar membros da tribulação para a ISS – uma opção que custa US$ 85 milhões (aproximadamente R$ 350 milhões) por pessoa. Com o programa Commercial Crew, o objetivo é que a SpaceX transporte astronautas em cápsulas feitas nos Estados Unidos por custos mais baixos – cerca de US$ 50 milhões por assento (aproximadamente R$ 200 milhões), segundo estimativas da Nasa.

No entanto, o programa Commercial Crew tem sofrido com atrasos. A Nasa esperava que as primeiras tripulações fossem enviadas ao espaço em 2017, mas as datas foram sendo adiadas repetidamente.

Em março deste ano, a SpaceX lançou uma nova cápsula, a Crew Dragon, que atracou com sucesso à ISS e retornou à Terra; mas um mês depois, a mesma cápsula explodiu durante um teste de solo no Cabo Canaveral, na Flórida. Com isso, a missão foi atrasada e diversas perguntas sobre o futuro dos voos espaciais da SpaceX surgiram.

Agora, Bridenstine e Musk disseram que a SpaceX está quase pronta para voar, e que tudo vai depender de testes que serão realizados no fim do ano. “Quando se trata desses novos recursos de desenvolvimento, direi que estamos chegando muito perto”, disse Bridenstine. “E estamos muito confiantes de que, no começo do próximo ano, estaremos prontos para lançar astronautas em foguetes americanos”.

No entanto, Bridenstine observou que as datas podem mudar facilmente. “Se surgir algo que não sabíamos, pode demorar mais do que isso”, disse ele. “Independentemente de conseguirmos fazê-lo na primeira metade do próximo ano ou não, o que importa é fazê-lo em algum momento”.

Via: The Verge 

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Instagram libera ferramenta antibullying para todos os usuários

Instagram libera ferramenta antibullying para todos os usuários

Escrito por Pesquisa Web em 02 de Outubro de 2019



Ferramenta de restrição do Instagram serve como meio termo ao bloqueio e impede visualização pública de comentários e mensagens diretas (Imagem: Divulgação/Instagram)

O Instagram começou a liberar nesta semana sua ferramenta antibullying para todos os usuários na intenção de trazer mais paz de espírito às pessoas e evitar confrontos na rede social. A ideia do recurso é servir como um meio-termo antes de um bloqueio completo, aplicando uma série de restrições ao comportamento online de alguém que esteja causando problema a um perfil específico.

O recurso, uma vez ativado, faz com que os comentários dos usuários problemáticos desapareçam da vista do dono do perfil e também de outros seguidores, permanecendo visíveis apenas para o próprio autor. Ele, também, fica impedido de ver confirmações de leitura de suas mensagens diretas enquanto todas elas vão direto para a pasta de solicitações, deixando permanentemente a caixa de entrada principal do Instagram, mesmo que ele já tenha sido autorizado a aparecer por lá.

De acordo com o Instagram, que anunciou o recurso em julho, a ideia é usar o sistema como uma alternativa para evitar o confronto. A ferramenta de bloqueio é tradicional e funciona, mas, na visão da rede social, pode levar a uma escalada no comportamento inadequado, uma vez que se trata de uma opção que impede completamente o contato e a visualização do perfil. A restrição, então, é vista como uma alternativa “elegante”, focada em evitar esse tipo de conflito.

A novidade acompanha outras soluções implementadas pelo Instagram, como uma filtragem mais rigorosa de conteúdos hostis ou que contenham discursos agressivos e um alerta para os comentaristas desse tipo, pedindo que eles releiam as mensagens e tenham a certeza de que aquilo é o que querem postar. Trata-se de uma iniciativa do Instagram de olho, principalmente, nos jovens, que constituem o maior público da plataforma.

É claro, para um bully, medidas desse tipo não servem como barreiras, enquanto é simples descobrir quando se está restringido, bastando acessar o perfil do “alvo” a partir de outro para ver que as mensagens não estão mais aparecendo publicamente. Ainda assim, o Instagram vê as novidades como eficazes para, pelo menos, dificultar a vida de quem ataca, enquanto traz mais paz de espírito para o restante dos usuários.

Como normalmente acontece com novidades desse tipo, ela está sendo feita em etapas e deve aparecer para todos os usuários em atualizações do Instagram que devem chegar em breve. A iniciativa também faz parte de uma campanha de prevenção contra o bullying, com a rede social promovendo ao longo de todo o mês de novembro uma série de mensagens contra a prática por meio de anúncios e também de seus canais oficiais.

Fonte: Mashable*

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Futuro de bebês geneticamente modificados pode depender de Putin

Futuro de bebês geneticamente modificados pode depender de Putin

Sofia Aureli, editado por Matheus Luque

Olhar Digital

O futuro dos bebês CRISPR pode estar nas mãos do presidente russo, que caracteriza a tecnologia como ‘uma bomba nuclear’

Em uma reunião secreta, um grupo de geneticistas russos se encontraram com funcionários da saúde do governo para debater sobre a criação de bebês geneticamente modificados com a tecnologia de edição de genes, conhecida como CRISPR. As informações são da agência de notícias Bloomberg.

A proposta veio do cientista Denis Rebikov, uma das principais vozes do assunto, e discute se o país deve retomar as pesquisas envolvendo o CRISPR que estava até então na mão da China, mas que teve os empreendimentos parados em meio a críticas de suas falhas éticas e uma investigação criminal. Como resultado das produções chinesas, ano passado nasceu a primeira criança geneticamente modificada como parte de um projeto de criar humanos resistentes ao HIV.

Agora, a questão está nas mãos do Kremlin. Segundo Dmitry Peskov, o porta-voz do governo, a edição de genes não é um “assunto presidencial”. Ainda, a ministra da saúde Veronika Skvortsova disse à Bloomberg que “um comitê de ética lidará com essa questão muito complicada”.

Se o governo russo aponta que o debate não é tangível às questões presidenciais, a reportagem da agência de notícias aponta que a conclave da edição de genes teve a presença da endocrinologista pediátrica Maria Vorontsova, a filha mais velha de Putin. Outros repórteres afirmam ainda que Vorontsova acredita que o progresso científico não pode ser retardado, mas controlado.

Desde junho, Rebikov comenta publicamente que deseja seguir as pesquisas chinesas e criar seres humanos resistentes ao vírus da Aids e também, trabalhar com os filhos de casais surdos para que estes possam escutar.  

O Centro Nacional de Pesquisa em Obstétrica Ginecologista e Perinatologia de Kulakov, instituto em que Rebikov trabalha, possui planos de enviar em outubro uma solicitação às autoridades de saúde para que a segurança do CRISPR seja revisada. “Eu quero que regras sejam estabelecidas, mas ninguém está trabalhando nisso”, disse Rebikov.

Vários cientistas comentam que editar embriões e transformá-los em pessoas é muito arriscado e que o preço pode ser alto. Rebikov discorda e aponta que o preço não é tão caro e pode ser comparado ao valor de um automóvel. “Consigo ver os outdoors: você escolhe: um Hyundai Solaris ou um super filho? ”, disse à reportagem da agência.

Putin já fez alguns comentários sobre a edição de genes, como o de que seria uma tecnologia similar à uma bomba nuclear e à criação de soldados que não sentem dor. Mesmo assim, o presidente direcionou US $ 2 bilhões para pesquisas genéticas.

A decisão do Kremlin a respeito destas questões pode impactar o mundo inteiro, mas por ora é incerto.

Via: Technology Review