quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Panasonic venderá negócio de chips para empresa taiwanesa

Panasonic venderá negócio de chips para empresa taiwanesa


Fabricantes japonesas de chips, que já foram líderes globais, têm enfrentado dificuldades face à intensa competição com rivais estrangeiras.

Panasonic quer se livrar de negócios que dão prejuízo (ilustrativa/banco de imagens PM)

A Panasonic Corp. venderá seu negócio de chips para a Nuvoton Technology de Taiwan, como parte de seu esforço de reestruturação em que ela visa se livrar de operações que dão prejuízo e focar em áreas em crescimento, disse nesta quinta-feira (28) fontes próximas ao assunto.

A empresa sediada na província de Osaka venderá suas participações na Panasonic Semicondutor Solutions, sediada em Quioto, e na TowerJazz Panasonic Semicondutor, um empreendimento conjunto sediado em Toyama que a Panasonic estabeleceu com a firma israelense Tower Semicondutor, disse a fonte.

Fabricantes japonesas de chips, as quais já foram líderes globais, têm enfrentado dificuldades nos últimos anos face à intensa competição com rivais sul-coreanas e taiwanesas.

A venda ocorre quando a Panasonic toma medidas de corte de custos para compensar a lentidão nas vendas na China em meio à prolongada guerra comercial do país com os Estados Unidos.

A empresa japonesa deve registrar um declínio nas vendas e no lucro líquido do grupo pela primeira vez em 3 anos no atual ano fiscal que termina em março.

O CEO da Pansonic, Kazuhiro Tsuga, disse no início deste mês que a empresa “erradicará” todos os negócios que dão prejuízos continuamente até o ano fiscal que termina em março de 2022.

Em julho, a Panasonic havia dito que fechará um local de produção de aparelhos de TV no México em meio à baixa lucratividade.

A fabricante também disse na semana passada que vai retirar toda a produção de painéis de cristal líquidoaté 2021 devido à intensa competição com rivais estrangeiras.

A Panasonic projeta que o lucro líquido de seu grupo cairá 29.6 por cento ante o ano anterior para 200 bilhões de ienes no atual ano de negócios que termina em março e prevê que as vendas caiam 3.8 por cento para 7.7 trilhões de ienes.

Fonte: Kyodo

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