Silvia Kawanami
Curiosidades do Japão
Foto documental de Joe O’Donnell foi tirada logo após a explosão, em 1945
Imagine se uma guerra estourasse nesse exato momento e seus filhos ou irmãos mais novos fossem subitamente expostos aos horrores da violência e da destruição? Seria terrível não é?
Milhões de crianças foram forçadas a viver essas experiências durante a Segunda Guerra Mundial. Quando elas nos contam suas histórias, parecem irrelevantes devido à distância histórica, mas uma vez que o trauma devastador é transportado para um nível pessoal, tudo radicalmente muda. Talvez seja hora de entender realmente a magnitude da destruição.
Em 9 de agosto de 1945, os dois filhos que você mais ama acordam. O mais velho deles tem nove anos e o mais novo, apenas cinco. Eles viveram dias muito difíceis porque sua cidade foi bombardeada. Eles não sabem o que está acontecendo. Há alguns meses, a vida era tranquila e divertida, mas de uma hora pra outra, tudo ficou subitamente silencioso e escuro.
Naquela manhã, o alerta de bombardeio dispara novamente. Outro ataque está chegando. Os dois irmãos correm para os braços de sua genitora, com medo de que não sintam mais nada. O medo os paralisou mais uma vez. As ruas estão cheias de gritos e frenesi.
Tudo se torna caos e desespero. Os minutos passam e o aviso de aviso de perigo é desligado. Tudo fica em silêncio por um momento. As pessoas param de correr e gritar. Os pequenos param de chorar pensando que tudo acabou. Que eles estão seguros novamente.
A calma é interrompida por um relâmpago feroz. Um segundo depois, a casa pega fogo, o ar se torna sufocante, como se o próprio inferno tivesse sido desencadeado na terra. O cenário que se desenrola é apocalítico após a bomba atômica nuclear cair sobre Nagasaki.
Não há palavras que descrevam o que aconteceu a seguir. As coisas mais horríveis do universo caíram nessa cidade, atingindo todas essas pessoas. Eles mereciam? Com certeza não. Eram pessoas comuns, que de maneira nenhuma mereciam vivenciar essa tragédia.
Meses após a explosão, o fotógrafo americano Joe O’Donnell viajou para Nagasaki com o objetivo de documentar e capturar as consequências da bomba atômica. De todo o material que ele fotografou, a imagem a seguir teve um grande impacto em todo o planeta.
A criança que apareceu na foto correu para os braços de sua mãe minutos antes da detonação. Ele carregava o irmão mais novo nas costas. Mas seu irmão mais novo não sobreviveu a explosão, assim como toda a sua família e grande parte de sua comunidade.
“Vi um menino de cerca de dez anos andando. Ele estava carregando um bebê nas costas. Naqueles dias, no Japão, víamos crianças brincando com seus irmãos ou irmãs nas costas, mas esse menino era claramente diferente. Eu podia ver que ele havia chegado a esse lugar por um motivo sério. Ele não usava sapatos. Seu rosto estava tenso. A cabecinha estava inclinada para trás como se o bebê estivesse dormindo profundamente. O menino ficou lá por cinco ou dez minutos“, disse Joe O’Donnell.
Segundo O’Donnell, o garoto estava na frente de homens usando máscaras brancas, responsáveis pela incineração de corpos sem vida. Ele ficou diante deles, com o corpo ereto, como uma demonstração clara de como o militarismo havia influenciado a vida civil.
Link do vídeo (YouTube)
Segundos depois que a foto foi tirada, o garoto entregou o corpo de seu irmão para que ele fosse jogado nas chamas, se despedindo da última coisa que ele tinha no mundo.
“Os homens de máscaras brancas foram até ele e silenciosamente começaram a tirar a corda que segurava o bebê. Foi quando vi que o bebê já estava morto. Os homens seguraram o corpo pelas mãos e pés e o colocaram no fogo.
O garoto ficou ali sem se mexer, observando as chamas. Ele mordia o lábio inferior com tanta força que brilhava com sangue. A chama ardia baixa como o sol se pondo. O garoto se virou e se afastou silenciosamente. Esta é a história por trás da fotografia que chocou o mundo. É mais uma, entre tantas imagens documentadas que deixam claro por que esse evento nunca deve se repetir em qualquer lugar do mundo“. disse Joe O’Donnell
Esta foto ratifica o clichê da imagem que diz mais que mil palavras. É uma cena de silêncio ensurdecedor que proclama, como só uma grande foto consegue proclamar, a tragédia da guerra estampada nos olhos apagados de um menino órfão de dez anos de idade.
Essa imagem não apenas captura a tristeza da guerra, mas também mostra que a guerra continua afetando suas vítimas, mesmo depois de ter terminado oficialmente.
Fonte:https://www.japaoemfoco.com/a-historia-comovente-por-tras-da-foto-desses-irmaos-apos-os-ataques-atomicos-de-nagasaki/
Curiosidades Sobre a Comida Japonesa
1. Principais temperos: açúcar, vinagre, limão, shoyu e gengibre
A comida japonesa é tipicamente agridoce. Vários pratos e molhos são temperados com molho shoyu (à base de soja, substituindo o sal), vinagre e açúcar. Até mesmo os menos prováveis, como o arroz usado na preparação dos sushis, levam açúcar. Essa combinação exótica é um tempero base, mudando, muitas vezes, de um molho ou de um prato para o outro, apenas a proporção entre shoyu, açúcar e vinagre.
Além da questão do paladar, eles consideram que o limão “cozinha” o peixe (como no ceviche, prato típico da culinária peruana). No sashimi de peixe branco (robalo), que vem acompanhado de uma fatia de limão, observamos isso claramente. Após um certo tempo de contato do limão com o peixe, este fica esbranquiçado. Essa propriedade do limão é aproveitada na produção de vários pratos, dentre eles o popular e delicioso carpaccio de peixe branco, servido com limão e pimenta, cujo nome original é usuzukuri.
O gengibre, por sua vez, é tido por eles como um antisséptico para os pratos ricos em carne crua. Para mim é clara a percepção de que o gengibre limpa as papilas gustativas, aguçando o paladar entre um e outro prato. É muito bom! A raiz forte (wasabi) também tem a propriedade de dar frescor ao paladar, mas como o próprio nome diz, ela tem um sabor muito forte, não agradando a todos. O ideal é diluir uma pequena quantidade de wasabi na sua porção de shoyu.
2. Diferença entre os pratos frios básicos
Para nós, brasileiros, parece que toda comida japonesa tem um nome quase impossível de se gravar, terminado em i ou u! Kkkkkkk… Uma curiosidade que aprendi na minha “viagem” ao Japão, é que a maioria das palavras é oxítona. Até mesmo o famoso shoyu se pronuncia “shoyú” (com a sílaba forte no u). Desta forma, todos os pratos abaixo possuem uma pronúncia oxítona, OK? Aprenda certinho e arrase na mesa com seus amigos!
Sushi: arroz japonês enrolado em forma de rocambole, com ou sem alga, com recheios variados, cortado em fatias. Alguns têm cobertura também. Os nomes dos sushis variam de acordo com a posição da alga (por dentro, por fora ou enrolada com o arroz) e com as diferenças na preparação (empanado, quente…) e nos recheios.
Sashimi: fatias de peixe cru, mais grossas que o carpaccio. Os sashimis mais comuns são de robalo, atum, tilápia e salmão. Mas há também sashimis de polvo, kani e camarão.
Niguiri: uma massa de arroz japonês compridinha, com algo em cima – geralmente peixe ou fruto do mar. Alguns levam vegetais, limão ou cream cheese por cima. Pode ou não vir enrolada com uma alga no sentido transversal. A novidade para mim foi o niguiri tamago, coberto com uma fatia finíssima de rocambole de ovo, parecido com um omelete, temperado com vinagre e açúcar. Delicioso!
Temaki: cone feito com alga, recheado com arroz japonês e outros ingredientes, como peixes, vegetais, frutas, molhos, etc.
3. O que há de especial no arroz japonês
O arroz japonês tem um formato mais redondinho. Mas a principal diferença dele em relação ao nosso é seu teor de amido. Por possuir muito mais amido que o nosso agulhinha, possui uma consistência diferente e, após cozido, os grãos ficam mais grudadinhos. Por isso conseguimos comê-lo usando os famosos pauzinhos, chamados hashis (lembre-se da pronúncia forte na última sílaba, viu? Não diga “háshi”). Mas não confunda as coisas! Ele não é um arroz empapado! Quando passado do ponto de cozimento acaba quase por formar uma massa, apresentando uma consistência ruim… Eu comi arroz japonês puro, cozido apenas na água, e posso afirmar que ele é muito mais saboroso que o nosso!
4. Como usar o shoyu corretamente
A maneira correta de molhar as peças no shoyu é diferente do que nós, brasileiros, estamos acostumados. Assim como o ponto de cozimento do arroz japonês diz muito sobre quem o preparou, o tempero dos sushis, gunkans, niguiris e temakis, dentre outras receitas que levam arroz em seu preparo, dizem muito sobre a qualidade do trabalho do sushiman. Para os japoneses, colocar shoyu no arroz não permite que saboreemos o tempero do prato. E para saborear a comida japonesa, preparada com tanta técnica, o ideal é molhar com shoyu apenas as carnes sem tempero, como os sashimis ou a parte de cima dos niguiris. Além disso, o shoyu deve ser usado em pequena quantidade (sem mergulhar o sashimi inteiro no molho). Segundo a cultura japonesa, molhar o arroz com shoyu é um crime proporcional ao uso de catchup na pizza dos italianos.
5. Pratos nipo-brasileiros
Para os japoneses mais tradicionais, há alguns pratos “japoneses” conhecidos por nós que não são conhecidos deles. Como? É que os restaurantes têm se adaptado ao nosso paladar e aos nossos ingredientes para atender uma demanda cultural e comercial crescente. Por lá não existe manga, banana, morango, cream cheese ou tomate seco como vemos nos sushis por aqui… Esse pratos foram desenvolvidos especialmente para nos agradar! Da mesma forma, o kani kama, que para eles é carne de caranguejo prensada, para nós é apenas uma massa de peixe aromatizada com essência de caranguejo.
Fonte:http://www.anibra.com.br/
ORIGEM DOS SOBRENOMES: ARAÚJO
Família Araújo
A família Araújo se disseminou pelo Brasil e hoje é bastante conhecida. Confira abaixo algumas informações sobre sua história de origem, curiosidades e o modelo de brasão.
O sobrenome Araújo, assim como tantos outros, não surgiu no Brasil, por uma simples razão de que o Brasil foi colonizado e habitado primeiramente por estrangeiros. Dessa forma, os sobrenomes vêm de outros países e acabam ganhando popularidade uma vez que os imigrantes fizeram do Brasil sua nova morada.
Origem da família Araújo
Este é um sobrenome bastante utilizado em Portugal e na Espanha, embora sua origem seja inicialmente espanhola. Como os países são bem próximos, ele se estendeu a Portugal com muita facilidade, primeiramente através de Pedro Pais de Araúja, alferes-mor do reino de leão e depois do reino de Portugal.
O sobrenome surgiu na Espanha através do Castelo de Araúja, localizado próximo ao rio Minho. Ele é considerado, por esse motivo, de origem geográfica, ou seja, um toponímico. Araújo é derivado de Araúja, uma árvore.
Rodrigo Anes de Araújo era senhor do Castelo de Araújo e foi o primeiro a adotar este sobrenome. Seus descendentes espalharam o sobrenome pela Espanha e foi Pedro, o seu bisneto já citado, quem levou o mesmo para Portugal.
Curiosidades
O Araújo tem o seu gênero masculino, principalmente por se referir, ao longo da história, frequentemente ao homem. Inicialmente Araúja, trocou-se a última letra por O justamente pelo mesmo motivo.
Variantes do sobrenome Araújo
As variantes que podem ser encontradas do sobrenome Araújo são bastante arcaicas, uma vez que elas foram a origem do sobrenome atualmente conhecido. Elas são: Araúja e Arujo.
Brasão da Família Araújo
O brasão da família Araújo é constituído de prata, com aspa de azul carregada com cinco besantes de ouro, também postos em aspa. Em seu timbre encontra-se meio mouro, sem braços, vestido de azul e fotado de ouro ou a mesma aspa utilizada no escudo.
Fonte:http://pdelano.blogspot.com/2017/05/origem-dos-sobrenomes-araujo.html?m=1
Para a maioria dos japoneses, o termo harakiri é um insulto e demonstra a falta de conhecimento sobre o que representa o ritual da morte do bushi. Saiba mais.
A ORIGEM DO SEPPUKU
Apesar de ser um ritual muito famoso e conhecido durante o período Meiji, acredita-se que o primeiro seppuku tenha sido realizado durante o período Heian por Minamoto no Yorimasa.
MINAMOTO NO YOSEPPUKU
DISPUTAS PELO TRONO
Considerado como uma grande guerra civil no Japão, ocorreu pela disputa do trono imperial. No primeiro ano da guerra, o príncipe Mochihito, era o candidato apoiado pelo clã Minamoto para ocupar o trono.
Foi perseguido pelas forças do clã Taira no templo Mii-dera, conhecido formalmente como templo Onjo-ji.
Acompanhado pelos filhos e por monges guerreiros sohei, Yorimasa lutou mesmo em notória desvantagem contra as forças inimigas na esperança de salvar a vida do príncipe Mochihito.
Mas Yorimasa não foi capaz de proteger o príncipe ou fazê-lo fugir da numerosa força inimiga. Além disso, com a morte de seus filhos e a derrota iminente, o comandante preferiu fazer o seppuku, do que ser capturado pelos inimigos.
Durante a era Heisei até o período Azuchi-Momoyama, o seppuku era um ato muito mais agressivo e doloroso, mas a partir da era Edo ganhou uma nova perspectiva.
AS RAZÕES DE UM GUERREIRO REALIZAR O SEPPUKEDO
Os motivos poderiam ser causados por descontentamento contra um daimyo, expurgar um ato vergonhoso (como perder uma batalha), evitar ser capturado ou falhar com seu daimyo.
De qualquer forma, com exceção dos campos de batalha, para um bushi poder realizar o ritual do seppuku era preciso a aprovação do chefe de seu clã.
O SEPPUKU NO PERÍODO EDO
O SEPPUKU NO PERÍPLANEJADO
SEPPUKU PLANEJAGIRI
Após solicitar o seppuku para o líder do clã, o ritual era agendado para o guerreiro. Seu corpo era lavado e era oferecido um quimono branco.
O bushi ficava em posição no dojo, jardim ou local preparado para a cerimônia e era acompanhado por uma pequena plateia. Além disso, o prato favorito do guerreiro era servido.
INSTRUMENTOS
Sentado na posição seiza, era colocado uma mesa de madeira com saquê, instrumentos de escrita, molho washi e uma kozuka (lâmina para o golpe, a mais utilizada era uma faca conhecida como Tanto).
Porém, a lâmina era oferecida apenas para aqueles que não eram considerados uma ameaça. Se o praticante fosse considerado perigoso, no lugar da lâmina era oferecido um leque.
SAQUÊ
O próximo passo era beber duas doses de saquê em dois goles. O primeiro representava a ganância e os outros três representavam a hesitação. Ao todo, os quatro goles representavam o shi: morte.
POEMA
Após a bebida era esperado que o bushi escrevesse um poema gracioso e sem qualquer menção a sua morte.
CORTE
O guerreiro tirava a parte superior de seu quimono e repousava sobre seus joelhos. Depois, pegava a tanto e golpeava seu abdômen no lado esquerdo e puxava a lâmina em direção ao lado direito.
KAISHAKUNIN
Atrás do bushi ficava uma pessoa conhecida como Kaishakunin. Sua função era decapitar o guerrreiro e terminar o seppuku.
No caso de bushis considerados perigosos, o Kaishakunin desferia o golpe ao primeiro contato do leque com o abdômen.
RESPEITO
Além disso, ele não deveria decapitar completamente o bushi. A cabeça deveria se manter presa pela pele do pescoço para não respingar sangue ou a cabeça sair rolando pelo chão.
O kaishakunin era uma pessoa apontada pelo líder do clã ou poderia ser escolhido pelo próprio guerreiro. Após o seppuku, a mesa era descartada por estar infectada com a morte.
GARANTIA DE HONRA E STATUS BUSHI
Essa forma era considerada um gesto digno e muitas vezes era considerado como uma morte em batalha e garantia da honra do guerreiro e de sua família. Isto é, manter os benefícios do status do bushi.
JUMONJI GJIGAI
KANSHI
Não era exatamente um ritual, mas não deixava de ser um ato formal. No kanshi, o guerreiro realizava o golpe horizontal e enfaixava rapidamente seu corte.
Depois disso, o bushi ia até o seu senhor, dizia suas palavras de protesto e insatisfação antes de revelar seu ferimento. Existia um seppuku semelhante, mas destinado a pessoas comuns, o Funshi.
JIGAI
Essa forma de seppuku é considerada a mais dolorosa de todas. Após o corte horizontal realizado no abdômen, o bushi realizava outro corte na vertical e sentava em silêncio até morrer. Neste caso não havia decapitação.
KANSHI
Não era exatamente um ritual, mas não deixava de ser um ato formal. No kanshi, o guerreiro realizava o golpe horizontal e enfaixava rapidamente seu corte.
Depois disso, o bushi ia até o seu senhor, dizia suas palavras de protesto e insatisfação antes de revelar seu ferimento. Existia um seppuku semelhante, mas destinado a pessoas comuns, o Futransgressores
Essa forma de seppuku era destinado a Onna Bugeisha ou esposa do samurai. O jigai era conhecido pelas mulheres desde pequenas e foi comumente retratado em filmes épicos do Japão.
O Jigai era realizado pelas mulheres samurais pelos mesmos motivos dos homens. Porém, elas realizavam um corte vertical no pescoço rompendo as artérias.
As esposas de samurais cometiam seppuku em caso de derrota iminente e a possibilidade de serem capturadas, estupradas e torturadas.
Normalmente as mulheres costumavam amarrar seus joelhos para morrerem em posição digna e graciosa.
Leia também
Yasuke: conheça a história do primeiro e único samurai africano do Japão
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PENA CAPITAL
Se um samurai cometesse um crime grave, como estupro, roubo, corrupção ou traição, o seppuku também era oferecido. Porém, nesses casos a absolvição de sua honra e de sua família não era garantida.
Em muitos casos, a família do samurai era punida com a morte ou vendida para a servidão e os bens confiscados.
A pena de morte por seppuku só foi abolida durante a restauração Meiji em 1873 por não se mostrar eficaz contra samurais transgressores
Fonte:https://www.google.com.br/amp/s/coisasdojapao.com/2019/03/seppuku-conheca-o-ritual-da-morte-do-bushi-no-japao/amp/
Conhecido erroneamente como harakiri pela maioria dos ocidentais, o seppuku é um dos mais famosos rituais do Japão e foi destinado apenas a classe guerreira.
Para a maioria dos japoneses, o termo harakiri é um insulto e demonstra a falta de conhecimento sobre o que representa o ritual da morte do bushi. Saiba mais.
A ORIGEM DO SEPPUKU
Apesar de ser um ritual muito famoso e conhecido durante o período Meiji, acredita-se que o primeiro seppuku tenha sido realizado durante o período Heian por Minamoto no Yorimasa.
MINAMOTO NO YOSEPPUKU
Yorimasa foi um exímio guerreiro e poeta. Além disso foi comandante do exército do clã Minamoto durante as Guerras Genpei (1180 a 1185).
DISPUTAS PELO TRONO
Considerado como uma grande guerra civil no Japão, ocorreu pela disputa do trono imperial. No primeiro ano da guerra, o príncipe Mochihito, era o candidato apoiado pelo clã Minamoto para ocupar o trono.
Foi perseguido pelas forças do clã Taira no templo Mii-dera, conhecido formalmente como templo Onjo-ji.
Acompanhado pelos filhos e por monges guerreiros sohei, Yorimasa lutou mesmo em notória desvantagem contra as forças inimigas na esperança de salvar a vida do príncipe Mochihito.
Mas Yorimasa não foi capaz de proteger o príncipe ou fazê-lo fugir da numerosa força inimiga. Além disso, com a morte de seus filhos e a derrota iminente, o comandante preferiu fazer o seppuku, do que ser capturado pelos inimigos.
Durante a era Heisei até o período Azuchi-Momoyama, o seppuku era um ato muito mais agressivo e doloroso, mas a partir da era Edo ganhou uma nova perspectiva.
AS RAZÕES DE UM GUERREIRO REALIZAR O SEPPUKEDO
Razões Seppuku
Cena do filme Seppuku
Para os guerreiros samurais, não havia nada mais importante na vida de um bushi do que sua honra. Além disso, um guerreiro cometia o seppuku como expressão por uma situação em particular também.
Os motivos poderiam ser causados por descontentamento contra um daimyo, expurgar um ato vergonhoso (como perder uma batalha), evitar ser capturado ou falhar com seu daimyo.
De qualquer forma, com exceção dos campos de batalha, para um bushi poder realizar o ritual do seppuku era preciso a aprovação do chefe de seu clã.
O SEPPUKU NO PERÍODO EDO
O SEPPUKU NO PERÍPLANEJADO
Durante o período Edo, a concepção do seppuku mudou e evoluiu para uma forma mais ritualística e formal separadas em alguns tipos.
SEPPUKU PLANEJAGIRI
Após solicitar o seppuku para o líder do clã, o ritual era agendado para o guerreiro. Seu corpo era lavado e era oferecido um quimono branco.
O bushi ficava em posição no dojo, jardim ou local preparado para a cerimônia e era acompanhado por uma pequena plateia. Além disso, o prato favorito do guerreiro era servido.
INSTRUMENTOS
Sentado na posição seiza, era colocado uma mesa de madeira com saquê, instrumentos de escrita, molho washi e uma kozuka (lâmina para o golpe, a mais utilizada era uma faca conhecida como Tanto).
Porém, a lâmina era oferecida apenas para aqueles que não eram considerados uma ameaça. Se o praticante fosse considerado perigoso, no lugar da lâmina era oferecido um leque.
SAQUÊ
O próximo passo era beber duas doses de saquê em dois goles. O primeiro representava a ganância e os outros três representavam a hesitação. Ao todo, os quatro goles representavam o shi: morte.
POEMA
Após a bebida era esperado que o bushi escrevesse um poema gracioso e sem qualquer menção a sua morte.
CORTE
O guerreiro tirava a parte superior de seu quimono e repousava sobre seus joelhos. Depois, pegava a tanto e golpeava seu abdômen no lado esquerdo e puxava a lâmina em direção ao lado direito.
KAISHAKUNIN
Atrás do bushi ficava uma pessoa conhecida como Kaishakunin. Sua função era decapitar o guerrreiro e terminar o seppuku.
No caso de bushis considerados perigosos, o Kaishakunin desferia o golpe ao primeiro contato do leque com o abdômen.
RESPEITO
Além disso, ele não deveria decapitar completamente o bushi. A cabeça deveria se manter presa pela pele do pescoço para não respingar sangue ou a cabeça sair rolando pelo chão.
O kaishakunin era uma pessoa apontada pelo líder do clã ou poderia ser escolhido pelo próprio guerreiro. Após o seppuku, a mesa era descartada por estar infectada com a morte.
GARANTIA DE HONRA E STATUS BUSHI
Essa forma era considerada um gesto digno e muitas vezes era considerado como uma morte em batalha e garantia da honra do guerreiro e de sua família. Isto é, manter os benefícios do status do bushi.
JUMONJI GJIGAI
Essa forma de seppuku é considerada a mais dolorosa de todas. Após o corte horizontal realizado no abdômen, o bushi realizava outro corte na vertical e sentava em silêncio até morrer. Neste caso não havia decapitação.
KANSHI
Não era exatamente um ritual, mas não deixava de ser um ato formal. No kanshi, o guerreiro realizava o golpe horizontal e enfaixava rapidamente seu corte.
Depois disso, o bushi ia até o seu senhor, dizia suas palavras de protesto e insatisfação antes de revelar seu ferimento. Existia um seppuku semelhante, mas destinado a pessoas comuns, o Funshi.
JIGAI
Essa forma de seppuku é considerada a mais dolorosa de todas. Após o corte horizontal realizado no abdômen, o bushi realizava outro corte na vertical e sentava em silêncio até morrer. Neste caso não havia decapitação.
KANSHI
Não era exatamente um ritual, mas não deixava de ser um ato formal. No kanshi, o guerreiro realizava o golpe horizontal e enfaixava rapidamente seu corte.
Depois disso, o bushi ia até o seu senhor, dizia suas palavras de protesto e insatisfação antes de revelar seu ferimento. Existia um seppuku semelhante, mas destinado a pessoas comuns, o Futransgressores
Essa forma de seppuku era destinado a Onna Bugeisha ou esposa do samurai. O jigai era conhecido pelas mulheres desde pequenas e foi comumente retratado em filmes épicos do Japão.
O Jigai era realizado pelas mulheres samurais pelos mesmos motivos dos homens. Porém, elas realizavam um corte vertical no pescoço rompendo as artérias.
As esposas de samurais cometiam seppuku em caso de derrota iminente e a possibilidade de serem capturadas, estupradas e torturadas.
Normalmente as mulheres costumavam amarrar seus joelhos para morrerem em posição digna e graciosa.
Leia também
Yasuke: conheça a história do primeiro e único samurai africano do Japão
Conheça a história que inspirou o filme O Último Samurai
PENA CAPITAL
Se um samurai cometesse um crime grave, como estupro, roubo, corrupção ou traição, o seppuku também era oferecido. Porém, nesses casos a absolvição de sua honra e de sua família não era garantida.
Em muitos casos, a família do samurai era punida com a morte ou vendida para a servidão e os bens confiscados.
A pena de morte por seppuku só foi abolida durante a restauração Meiji em 1873 por não se mostrar eficaz contra samurais transgressores
Fonte:https://www.google.com.br/amp/s/coisasdojapao.com/2019/03/seppuku-conheca-o-ritual-da-morte-do-bushi-no-japao/amp/
Xintoísmo – A Antiga Religião do Japão
20/01/2019 Silvia KawanamiCuriosidades do Japão
O xintoísmo é considerada a principal religião do Japão, juntamente com o budismo. Quase 80% da população do país participa de práticas ou rituais xintoístas. E além disso, só para você ter uma ideia, o país é o lar de mais de 80.000 santuários xintoístas.
Mas, afinal, o que é exatamente o xintoísmo e quais são suas principais crenças e rituais? Neste artigo, vamos discutir a história do xintoísmo, os motivos dessa crença não ter se espalhado para outros países além do Japão e o que o futuro reserva para ela.
O que é o Xintoísmo?
A palavra Shinto (神道) significa “Caminho dos deuses”. Acredita-se que atualmente tenha cerca de 119 milhões de seguidores no Japão. Caracteriza-se pelo culto ao Kami (神), à natureza e aos antepassados, com uma forte ênfase na pureza espiritual.
O xintoísmo está profundamente enraizado no povo japonês e em suas atividades culturais. Ao contrário de muitas religiões, o xintoísmo não tem um fundador nem honra um único Deus. Também não há um livro sagrado como a Bíblia ou lugar sagrado para rezar.
O kami pode ser definido como um poder divino que pode ser encontrado na natureza e em todas as coisas. O xintoísmo é politeísta por adorar muitas divindades, além de possuir uma visão animista por acreditar que animais e seres inanimados possuem uma essência espiritual.
Além disso, ao contrário de muitas religiões, não há nenhum tipo de esforço dos que praticam em converter outras pessoas ao xintoísmo. Isso é um dos motivos que levaram a religião a permanecer no Japão. Sua prática se espalhou um pouco devido à emigração japonesa, mas apesar disso é raro encontrarmos santuários xintoístas e sacerdotes fora do Japão.
Muitos dizem que para realmente entender e apreciar o xintoísmo, você tem que experimentá-lo e praticá-lo no Japão, e isso pode também ter ajudado esta religião a não ser levada para outras partes do mundo. Aliás, para muitas pessoas, o xintoísmo não é considerado uma religião e sim um estilo de vida ou uma maneira diferente de ver o mundo.
A história do Xintoísmo
Apesar da origem exata do xintoísmo ser desconhecida, muitos dizem que seu início se deu por volta do século III aC. Na verdade, o xintoísmo não começou como uma religião formal. A crença consistia principalmente em rituais e histórias sobre um mundo espiritual e cultural que permitia às pessoas entender melhor o mundo que as cerca.
O budismo chegou ao Japão por volta do século VI e, com ele, as religiões e tradições xintoístas começaram a adotar elementos budistas. Embora houvesse alguns conflitos entre as religiões, o xintoísmo coexistiu muito bem com o budismodurante séculos, uma vez que era considerada como um aspecto da vida japonesa em oposição a uma religião concorrente.
O xintoísmo passou a ser considerado uma religião de fato durante o período Meiji. Nessa época, muitos santuários xintoístas foram apoiados por financiamento estatal por um breve período. No entanto, após a Segunda Guerra Mundial, o imperador perdeu seu status divino e então o xintoísmo e o budismo foram separados.
Durante esse período, tornou-se inaceitável que os kami do xintoísmo estivessem associados a divindades budistas, portanto, as imagens e rituais budistas foram removidos dos santuários e os monges budistas foram substituídos por sacerdotes xintoístas.
Crenças Xintoístas
O xintoísmo envolve a adoração do kami (deuses xintoístas). Kami pode assumir a forma de animais ou coisas da natureza, como plantas, montanhas ou rios. Dizem que respondem à oração humana e têm a capacidade de influenciar o curso das forças naturais.
Uma vez que um ser humano morre, dizem que ele se torna um kami e deverá ser lembrado pelos seus descendentes vivos. Nem todos os Kami são considerados bons, entretanto, e o objetivo é afastar o mal kami. Tanto homens como mulheres podem se tornar sacerdotes xintoístas (Jichinsai) e podem decidir se querem casar e/ou ter filhos.
Rituais Xintoístas
Jichinsai, ou seja os “Sacerdotes xintoístas” são frequentemente chamados para abençoar objetos como carros, casas e novos edifícios. Muitas cerimônias de nascimento, de casamento entre outras ao longo da vida são realizadas por eles em santuários xintoístas.
No entanto, os funeraiscostumam seguir tradições budistas. Em outras palavras, a maior parte dos eventos relacionadas à “vida” ficam a cargo dos rituais xintoístas, enquanto os eventos relacionados à “morte” ou à “vida após a morte” ficam a cargo dos rituais budistas.
É comum as pessoas visitarem santuários públicos e compartilhados para fazer suas orações, no entanto muitas prefiram fazê-la na privacidade de suas próprias casas, onde podem ter seu próprio santuário chamado Kamidana, onde oferendas são colocadas para o kami.
Ao contrário de algumas religiões, não há um dia específico da semana para o kami ser venerado. As pessoas simplesmente escolhem quando querem fazer isso. Ao longo do ano, há muitos festivais de purificação realizados nos santuários. Durante esses festivais é comum haver apresentações de músicas e danças, e cerimônias regadas a saquê.
O futuro do Xintoísmo
Hoje o xintoísmo continua tendo uma importância vital para o povo japonês, sendo praticada pela maioria da população. Quase todos os aspectos da cultura japonesa incorporam as crenças xintoístas, sejam políticas, éticas, artes, esportes ou espiritualidade.
Apesar das influências budistasserem muito fortes e da presença de outras religiões, todas coexistem harmoniosamente. Para a maioria, não há problema algum em participar de funerais em um templo budista, casamentos cristãos e festivais xintoístas.
No entanto, os costumes xintoístas estão enraizados no estilo de vida japonês e continuam a formar a identidade do Japão em muitos aspectos. Embora a porcentagem da população do Japão que se identifica com o xintoísmo pareça estar diminuindo a cada ano, eles ainda incorporam ativamente as crenças xintoístas em suas vidas diárias.
Podemos notar isso especialmente durante os festivais xintoístas, que geralmente estão lotados por pessoas de todas as idades, motivadas muitas vezes não pela religião em si, mas sim por tratar-se de uma tradição secular mantida por várias gerações de sua família.
Talvez esse seja o caminho para que o xintoísmo possa permanecer. Ou seja, seu futuro dependerá do desejo das novas gerações em manter acesa as tradições xintoístas. O que você pensa sobre o assunto? Compartilhe conosco suas ideias e pensamentos a respeito.
Fontes: japanology.org
https://www.japaoemfoco.com/entendendo-o-xintoismo-a-antiga-religiao-do-japao/
Sobre Os Ninjas
14/11/2014 Silvia KawanamiJapão Secreto • Lutas Marciais• Mitologia Japonesa
Confira 20 Curiosidades Sobre Os Ninjas
A história dos ninjas sempre foi envolta de muito mistério, o que faz muitas pessoas pensarem que se tratavam de verdadeiros guerreiros, tais como os samurais. Na verdade, a reputação de ninja não era tão boa, pois eram considerados espiões e assassinos.
Ninja (忍者) significa literalmente “Aquele que está escondido”. Eles eram os mestres do disfarce e conseguiam se camuflar facilmente nos ambientes. Também eram chamados de Shinobi (忍び) e além de agentes de espionagem, eram treinados na arte japonesa do ninjutsu, seguindo o seu próprio código de conduta, conhecido como Ninpo.
Embora tivessem a fama de ladrões e assassinos, os Ninjas tinham a espionagem como sua maior especialidade. Segundo os historiadores, os ninjas da era feudal eram camponeses, especialmente das regiões de Iga e Koga, que adotaram o ninjutsu como forma de lutar contra a opressão dos samurais.
Lendas e histórias sobre os ninjas
O auge dos ninjas foi entre os séculos 12 e 16, quando havia muitas guerras locais e os ninjas passaram a ser muito valorizados e contratados como assassinos e agentes secretos por senhores feudais, especialmente no período Sengoku (1467-1568), quando o Japão estava envolto em uma guerra civil.
Sabe-se também que os Ninjas de Iga ajudaram Tokugawa Ieyasu (1542-1616) a escapar de Osaka com segurança durante um ataque. Como agradecimento ao líder ninja, Hattri Hanzo, Ieyasu nomeou o portão Hanzimon em sua homenagem, além de dar-lhe uma residência no Palácio Imperial, em Edo.
Durante a paz relativa do período Edo ninja encontraram-se fora de trabalho. Para sobreviver eles começaram a produzir manuscritos explicando suas habilidades, armas e ferramentas. Por causa de sua natureza misteriosa, os ninjas tornaram-se figuras proeminentes no folclore e nas lendas.
Nas histórias contadas, os ninjas atingiam status de guerreiros mágicos ou super-heróis. E essas histórias acabaram se expandindo para o resto do mundo. Algumas habilidades lendárias incluem invisibilidade, andar sobre a água, poderes sobrenaturais e controle sobre os elementos naturais.
Conheça 20 curiosidades sobre os ninjas:
1. Os ninjas tinham outras profissões
Poucos ninjas podiam se gabar de ganhar a vida apenas sendo “ninja”. A grande maioria exercia paralelamente alguma atividade ou profissão tais como ferreiro, camponês, artesão, comerciante, etc. Viviam em vilarejos como cidadãos comuns e ao mesmo tempo mantinham uma vida dupla e secreta.
2. Havia clãs, assim como os samurais
Havia pelo menos 49 clãs (famílias ninja) na era feudal. As habilidades ninjas eram passados de pai para filho, mas também havia muitos jovens que entravam nos clãs como aprendizes. Hoje em dia, há remanescentes de apenas dois clãs em Iga e Koga, cidades consideradas o berço dos ninjas no Japão.
Os ninjas em seu clã, eram classificados hierarquicamente: O Osa era o líder ou chefe do grupo. Abaixo dele, estavam os Jounin (altos ninja), os Chunin (ninja médio) e os Genin (baixos ninja). Ao receber uma missão do daimyo, o Osa daria a obrigação de recrutar os demais ao Jounin.
A maioria dos grupos ninja, entre pequenos e grandes, eram bem estruturados. Grupos muito grandes que funcionavam quase como um exército de ninjas, poderiam ter um líder acima do Osa, que era chamado de Shou.
3. Regras e códigos secretos
Os ninjas seguiam o Ninpo (leis dos ninja). Havia muitas regras e uma delas era de manter sua vida e as missões em sigilo a todo custo. Eles se comunicavam com códigos secretos e usavam apelidos em vez de seus nomes reais. Trair ou matar um companheiro ninja era tido como um crime muito grave.
Quem o fizesse poderia ser punido com a morte, assim como sua família. Outra regra era não deixar a facção sem autorização. Os fujões eram chamados de Nukenin e alguém recebia a missão de trazê-lo de volta, vivo ou morto.
4. O treinamento era duro
O treinamento para ser um ninja não era nada fácil. Muitos eram treinados desde criança e consistia em treinamento físico e mental. Através do Ninjutsu, que muitos resumem como um conjunto de técnicas de sobrevivência, os ninjas aprendiam habilidades de guerra, espionagem e ataques de guerrilha.
Aprendiam a confeccionar armas e a manusear substâncias químicas, além de estudos de geografia, meteorologia e psicologia. Aprendiam técnicas de fuga e sobrevivência e passavam por treinamentos que testavam seus limites, onde tinham que suportar o calor e o frio, a dor, a sede e a fome.
5. As armas dos ninjas
Os ninjas usavam armas como shuriken, tesubishi, tekagi, kusarigama, arco e flecha, tekko kagi, tesubishi, torinoko (bomba de fumaça). Eles também eram habilidosos espadachins. Eles usaram suas armas não apenas para matar, mas também para escalar paredes de pedra, como o “ashiko” (garras usadas nas botas), mas que também era usado para dar chutes mortais.
O Shuriken (estrelas de arremesso), um dos arsenais mais famosos nos ninjas, não tinha o propósito de matar, embora funcionasse como uma arma letal. O objetivo principal era somente persuadir ou no máximo ferir o inimigo.Fonte da imagem: BBC
6. Técnicas de espionagem
Eram mestres na arte da espionagem, usando vários dispositivos como tubos especiais que lhes permitiam ouvir conversas nos quartos, varas de bambu adjacentes usados para escalar paredes, gazuas sofisticados (chaves falsas ou ferramentas para arrombar fechaduras), entre outros acessórios.
7. Ninjutsu (Arte Marcial dos Ninjas)
Não se sabe muito bem sobre as origens do ninjutsu, mas alguns historiadores acreditam que a prática desta arte marcial é uma mistura de diferentes auto-defesas e filosofias culturais orientais, que nasceu da necessidade de capacitar os agentes para todas as situações num campo de batalha.
8. Não eram respeitados
Os ninjas hoje em dia são retratados no cinema como guerreiros com habilidades excepcionais. Mas antigamente, eles eram considerados a escória da sociedade, por realizarem o trabalho sujo que ninguém queria fazer.
Eram contratados especialmente por senhores feudais para espionar, sabotar ou até assassinar seus rivais e inimigos. Não é a toa que no Japão, eles eram popularmente chamados de “shinobi” que significa “roubar”.
9. Técnicas eram passadas de pai para filho
Suas missões eram secretas por isso há muito poucos documentos oficiais detalhando suas atividades, mas o que se sabe é que suas ferramentas e métodos eram passados de pai para filho e por isso as técnicas sobreviveram por várias gerações, embora estejam praticamente em extinção nos dias atuais.
10. Samurais x Ninjas
Os dois fazem parte da história do Japão feudal, porém os samurais eram nobres que seguiram o código de honra Bushido enquanto que os ninjas faziam parte de uma classe econômica mais baixa. Os samurais normalmente eram leais ao imperador enquanto que os ninjas poderiam ser contratados por qualquer pessoa que precisasse e que pagasse por seus serviços.Fonte da imagem: Bitlanders
11. Fugiam do combate sempre que possível
Eles tinham grandes habilidades, tais como desarmar o inimigo rapidamente, mas na verdade os ninjas faziam de tudo para fugir de um confronto real. Eles derrotavam os inimigos usando a inteligência e a persuasão e ao invés de usar força bruta, costumavam pegar os rivais de surpresa. A luta era usada como último recurso. O lema era: fuja se possível, caso contrário, mate.
12. Nem sempre usavam roupas pretas
Como suas missões envolviam espionagem, os Ninjas tinham que se camuflar no ambiente de forma a não chamar a atenção e por isso nem sempre usavam roupas pretas. Na maioria das vezes se vestiam como pessoas comuns.
Nas ocasiões em que usavam o Shiinobishozoku, traje típico dos ninjas, a cor normalmente não era preta. Utilizavam outras cores para se infiltrarem melhor no ambiente, tais como verde escuro, marrom escuro, azul escuro, etc.
13. Mestres no disfarce
Os ninjas sabiam se disfarçar muito bem, desde Monges budistas a vendedores ambulantes. Era a melhor forma de se infiltrar no meio da multidão sem serem notados e sem levantar suspeitas quanto às suas reais intenções.
14. Ninjas são sobrevivencialistas
Os ninjas eram treinados para qualquer tipo de emergência e para sobreviver em circunstâncias hostis. Fabricavam de improviso seus próprios itens de sobrevivência e tinham grande noção de localização, além de habilidades tais como dormir em cima de árvores, contar o tempo e saber as horas.
14. Havia ninjas do sexo feminino
Pouca gente sabe, mas havia muitas mulheres treinadas na arte do ninjutsu. Eram chamadas de “kunoichi”, e de acordo com o livro “O Ninja e sua arte de luta secreto”, elas se disfarçavam geralmente como bailarinas ou artistas e poderiam até seduzir seus alvos para obter informações.16. Ninjas levavam grilos no bolso
Os Ninjas eram silenciosos na maioria das vezes, mas havendo necessidade, era comum levarem um punhado de grilos em seus bolsos para que o som desses insetos abafassem qualquer ruído indesejado de seus passos.
17. Os ninjas não tinham poderes sobrenaturais
Os ninjas eram homens comuns e como tal não se tornavam invisíveis ou desapareciam no ar. Eles usavam diversos truques tais como alçapões em pisos e portas secretas em paredes ou ainda bombas de fumaça e fogos de artifícios. Assim confundiam o inimigo e conseguiam fugir sem deixar pistas.
Ninjas também não voavam, mas graças a técnicas de respiração que aumentavam o consumo de oxigênio, se deslocavam silenciosamente e rapidamente dando essa impressão. Outras técnicas de fuga eram dopar os rivais com substâncias alucinógenas e deixar pegadas falsas para despistá-los.
18. Ninjas andavam sobre a água
Andar sobre as águas é uma das grandes lendas que envolvem os ninjas. Mas não se trata de nenhum poder sobrenatural. Na verdade, para se deslizar em pé sobre a água, os ninjas usavam um remo de bambu e o mizugumo (aranha d’água), que eram sapatos especiais feitos de placas de madeira circulares.
19. Os ninjas estão em extinção
As tradições e técnicas dos ninjas originais foram passadas de geração em geração e muitas foram esquecidas ao longo dos séculos. Mas Jinichi Kawakami, de Iga, afirma ser último e verdadeiro ninja do Japão. Iniciou aos 6 anos de idade e hoje aos 63 anos de idade, Kawakami é um remanescente do clã Ban, uma linhagem de ninjas com mais de 500 anos de existência.
Aos 19 anos, ele herdou o título de mestre, juntamente com pergaminhos secretos e ferramentas especiais. Há 10 anos repassa seus conhecimentos a outras pessoas, mas decidiu não nomear um sucessor pois acredita que as técnicas ninjas não se adequam às necessidades do século 21.Fonte da imagem: Time of Malta
20. A cultura Ninja na mídia
O Ninja aparece em muitas formas de mídia japonesas e ocidentais tais como no cinema, anime, mangá e jogos de videogames. Na maioria das vezes, são retratados de forma fictícia, ou seja, não mostrando a realidade dos ninjas. Existem alguns bons exemplos que você deve conhecer.
O Naruto por exemplo é um dos animes mais populares no Japão e no mundo e a série foi baseada em uma estória sobre personagens ninja.
Há também muitos contos populares no Japão, tais como Kōga Ninpōchō e Jiraiya Gōketsu Monogatari, que acabou sendo adaptado em um jogo kabuki.
E quem também não se lembra da trilogia “Tartarugas Ninja”? Surgiram nos quadrinhos durante os anos 80 e tornaran-se um fenômeno da cultura pop.
Pouco depois, migraram para os desenhos animados e a partir dos anos 90 chegaram às telas do cinema com os filmes “As Tartarugas Ninja”, “As Tartarugas Ninja II – O Segredo do Ooze” e “As Tartarugas Ninja III”.
Quem curte jogar Mortal Kombat, com certeza sabe que uma de suas marcas registradas são seus inúmeros ninjas. De todas as cores diferentes, com variados poderes e interesses secretos que os move a vencer o torneio, eles são admirados por muitos jogadores viciados na violência e sangue da série.
E você? O que pensa a respeito dos ninjas? Considera-os heróis ou vilões?
Espero que tenham gostado de conhecer sobre alguns mitos e verdades sobre os ninjas. Não esqueça de compartilhar sua opinião. Ela é muito importante
Referências: Wikipedia, BBC, Times of Malta, DIDYK
Fonte:https://www.japaoemfoco.com/20-curiosidades-sobre-os-ninjas/
























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