quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Câmara aprova projeto que facilita divórcio de vítimas de violência

Câmara aprova projeto que facilita divórcio de vítimas de violência



Escrito por G1 em 03 de Outubro de 2019


A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (3) um projeto de lei que permite à mulher vítima de violência doméstica pedir o divórcio ou o fim da união estável no próprio Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Ela poderá solicitar medidas de proteção, de responsabilização do agressor e de quebra de vínculo civil no mesmo lugar e ao mesmo tempo.

Questões envolvendo partilha de bens e a guarda de crianças, porém, serão decididas pela Vara da Família. A proposta também prevê que a delegacia que atender a mulher vítima de violência deverá informá-la sobre essa a possibilidade de ajuizar a ação de divórcio.

O texto já havia sido aprovado pela Câmara e seguiu para o Senado, onde sofreu algumas alterações. Por essa razão, passou por nova análise pelos deputados. Agora, segue para sanção presidencial.

“Que a Vara que atende as mulheres vítimas de violência também possa proceder à dissolução da união estável e do divórcio, para que concretize a desconstrução de vínculos que provocam muito sofrimento na mulher, nas crianças e no conjunto da sociedade”, disse a relatora do projeto na Câmara, deputada Erika Kokay (PT-DF).

Após a vítima manifestar o interesse pelo divórcio, o juiz terá 48 horas para dar início ao processo. O projeto prevê ainda que a ação terá preferência no juízo onde estiver, caso a situação de violência contra a mulher tenta se iniciado após o pedido de divórcio ou de dissolução de união estável.

A proposta aprovada altera dispositivos da Lei Maria da Penha e também do Código de Processo Civil.

“É uma mudança simples, mas muito eficaz. É uma desburocratização do divórcio, da pensão, da partilha dos bens, porque se acelera todo o processo. Mas mais importante do que acelerar o processo é fazer com que a mulher não venha a ser mais agredida e que a sua vida seja preservada”, afirmou o deputado Luiz Lima (PSL-RJ), autor da proposta.

O texto original previa a decretação imediata do divórcio ou rompimento da união estável, mas essa parte acabou retirada.

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