sábado, 6 de novembro de 2021

Os marxistas

 

Os marxistas

 Os marxistas tinham um álibi para não debater com pessoas das quais discordavam: eles simplesmente rotulavam seus oponentes como “burgueses apologistas da classe exploradora”, cujos argumentos utilizavam uma lógica que não era aplicável à classe proletária.


A “verdade” passava a ser simplesmente aquilo que os marxistas decretavam ser.


A Escola de Frankfurt segue uma lógica semelhante. Ela tem o objetivo de “libertar os seres humanos das circunstâncias que os escravizam”.


E os meios para isso são a criação de uma plataforma teórica e ideológica que crie uma revolução cultural.


Os seguidores da Escola de Frankfurt centram seus esforços especificamente na cultura. É a cultura o que forma os fundamentos que modelam a mentalidade e a visão política das pessoas. Alterando-se a cultura, altera-se a mentalidade e a visão política das pessoas.


Para alterar a cultura, é imprescindível controlar a linguagem e as idéias. E, para se fazer essa revolução cultural, é imprescindível se infiltrar nos canais institucionais, particularmente na mídia e na educação.


A Escola de Frankfurt professa que o homem -- na condição de mamífero e sendo um mero produto da natureza, destituído de qualquer espiritualidade -- é totalmente limitado em sua existência, sendo conduzido pelos seus mais básicos e primitivos instintos e guiado por suas necessidades básicas.


Não há espaço para o livre arbítrio, não há capacidade de julgamento crítico e nem há a habilidade de distinguir o certo do errado. Não há presciência e não há racionalização.


Essa posição tem suas raízes nas bases marxistas da Escola, uma vez que o marxismo afirma que o homem é um produto da sociedade: sua mente e seu espírito são determinados e moldados pelo mundo material.


Por causa dessa vulnerabilidade aos fatores externos, a mente humana é vista como frágil e manipulável, de modo que, assim sendo, o homem não pode ser responsabilizado por suas próprias decisões.


Essa ideia serviu como base para a “descriminalização do crime”, que é uma das teses da Escola de Frankfurt. Segundo um de seus filósofos, Jurgen Habermas, dado que o homem é um produto da sociedade, é inevitável que ele ceda aos seus impulsos primitivos e às suas tendências criminosas, uma vez que ele foi criado sob o jugo da violência estrutural de um sistema capitalista criminoso.


Por isso, a Escola de Frankfurt acreditava que, ao extirpar a humanidade da espiritualidade, e ao destruir os bens materiais — criados pelo capitalismo — que rodeiam os seres humanos, o homem viverá livremente, sem o sentimento de responsabilidade e sem o fardo de sua própria consciência.


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